Um padre católico é suspeito de engravidar uma adolescente. O caso deu-se em Boane, na província de Maputo. A mãe da bebé de oito meses que sonhava em ser freira diz que está a sofrer aliciamentos e ameaças de morte. O padre diz que tudo não passa de mentira.

Amélia Gumende conta que começou uma relação amorosa quando tinha 16 anos de idade com o padre Joaquim Silvestre Noteiana Mole, mais conhecido por padre Silvestre.

O padre de 37 anos de idade pertence à Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, onde exercia as funções de ecônomo da comunidade de noviciado. O clérigo Silvestre dedicava-se à formação de padres, mas está suspenso dessas actividades desde 20 de Junho de 2018, na sequência da acusação que pesa sobre ele. Mas ele diz que tudo é mentira.

Antes mesmo de se tornar mãe, Amélia teve que abandonar a escola onde frequentava a 10ª classe para cuidar da gravidez precoce. E enquanto cuidava da gravidez, ela lembra que foi ameaçada pelo suposto pai da sua filha para não contar a verdade.

O caso chegou às autoridades da justiça do distrito de Boane, que trataram de ordenar que fosse feito teste de DNA para provar a paternidade.

E o padre Silvestre já tem consigo os resultados do teste de DNA e já os submeteu na procuradoria distrital de Boane. O documento mostra que ele não é o pai da criança.

No seio da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria vive-se um ambiente tenso, caracterizado por disputas de liderança.

Carlota Cumbula é mãe da Amélia. Ela diz que acompanhou o romance da filha com o padre Silvestre. Lamenta que não haja responsabilização pelo sucedido.

Mas o padre Silvestre reitera que não tem nada a ver com todas as acusações e diz mesmo que hoje é um homem com reputação destruída.

A investigação da paternidade é do conhecimento das autoridades governamentais de Boane e da própria Igreja Católica em Moçambique.

O País