Deputados de Hong Kong dos dois lados do espetro político, pró-democracia e pró-China, apelaram ao diálogo como resposta aos recentes confrontos violentos entre polícia e manifestantes.

A manifestação de domingo no distrito de Sha Tin, em Hong Kong, foi pacífica durante a maior parte do dia, mas o clima de tensão aumentou quando as autoridades começaram dispersar as multidões nas ruas, depois do anoitecer.

Alguns manifestantes abrigaram-se num complexo de lojas, onde estes e a polícia se agrediram com chapéus-de-chuva e bastões.

Tanto os deputados pró-democracia como os que apoiam o Governo central liderado pelo partido comunista da China realizaram conferências de imprensa para abordarem os confrontos.

“Ambos os lados têm de se chegar à frente e estabelecer canais de comunicação”, disse o deputado pró-Pequim, Starry Lee.

“Eu penso (que a Chefe Executiva Carrie Lam) e também o gabinete responsável devem responder a este problema. Caso contrário, Hong Kong será o perdedor e nenhum cidadão de Hong Kong quer ver isto repetir-se outra e outra vez”, acrescentou.

A deputada pró-democracia, Claudia Mo, descreveu o conflito recente como “a maior crise política e governativa que Hong Kong alguma vez enfrentou”.

“Hong Kong teve dificuldades em lidar (com a situação). Nós apelamos, mais uma vez, para que Carrie Lam dê a cara e enfrente o povo”, disse Mo.

Os protestos em grande escala começaram em Hong Kong no mês passado após o anúncio da proposta da lei de extradição, que permitia que as pessoas de Hong Kong fossem extraditadas para serem julgadas na China, onde os críticos afirmam que os seus direitos legais não são garantidos.

Como resposta às várias demonstrações de descontentamento que apelavam à retirada da lei, Lam disse que a proposta estava “morta”.

Mas milhares de manifestantes continuaram a protestar nas ruas para exigirem uma maior responsabilização do governo e mais reformas democráticas.

A maioria dos protestos são pacíficos, mas alguns transformam-se em confrontos violentos entre os civis e a polícia, que recorre ao uso de gás pimenta, balas de borracha, sacos de feijões e gás lacrimogéneo para reprimir os manifestantes, que por sua vez, pediram que as forças policiais fossem responsabilizadas pelas tácticas utilizadas.

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