Num comício popular no distrito de Inharrime, em Inhambane, na quarta-feira (05), o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, garantiu à população que vai conseguir desarmar a guerrilha da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo) e que todos serão integrados e bem acolhidos.

O chefe de Estado garantiu que nas conversações mantidas recentemente com o presidente da Renamo, Ossufo Momade, têm surgido resultados positivos e que combinaram ultrapassar as diferenças. “Temos de mobilizar as pessoas e iremos para as eleições de 15 de Outubro sem armas. As pessoas devem ser integradas na sociedade”, declarou.

Ataques em Cabo Delgado

Em relação aos ataques e à destruição de residências na região norte do país, Filipe Nyusi disse que lamenta a situação que todos os dias semeia luto e desgraça no seio das famílias, mas garantiu que as forças de segurança vão continuar empenhadas até eliminar por completo esses grupos armados que aterrorizam as populações.

“Lamento que na província de Cabo Delgado existam pessoas que estão a matar moçambicanos, queimar casas todos os dias sem dar a cara e não dizem quem são e porque fazem isso. Mas continuaremos a perseguir um a um. Vamos ficar vigilantes porque ninguém pode desorganizar o desenvolvimento deste país”, prometeu.

Povo pede melhores condições de vida

A população da província de Inhambane aproveitou a visita do Presidente da República para pedirem melhores condições de vida. Felisberto Chilundo diz que o maior problema que a população de Inhambane tem é a falta da corrente eléctrica, apesar de o país produz em grandes quantidades.

Afonso Gondane, residente, no distrito de Inharrime, pediu que seja construído um hospital para servir os povoados de Kambula, Chacama e Nhamueza, “para reduzir as distâncias que a população percorre, principalmente as mulheres grávidas”. Pediu também a abertura de mais  furos de água, uma ambulância e um carro para o posto policial.

Durante a visita de dois dias, o chefe do Estado visitou a Feira de Agronegócios e inaugurou o novo edifício onde vai funcionar a delegação do Instituto Nacional de Segurança Social.

DW