Um grupo de 28 médicos estagiários da Universidade Zambeze (UZ), provenientes da cidade da Beira, iniciou uma vigília e greve por tempo indeterminado.
A acção está a decorrer nas instalações do Ministério da Saúde (MISAU), em Maputo, conforme confirmado ao MZNews por Araújo Manuel, um dos médicos estagiários envolvidos na manifestação.
Os estagiários reivindicam o pagamento de 80% dos salários, que não têm sido cumpridos pelo governo. Saturados com a situação, os profissionais afirmam ter recorrido a esta forma extrema de protesto após esgotarem todas as tentativas de diálogo para a resolução dos problemas que afectam o grupo.
“Estamos há 10 meses sem receber os nossos ordenados previstos por lei. Estamos saturados com isto tudo… foram mais de 30 rondas de negociações com o Governo que não resultaram em nada”, afirmou Araújo Manuel em conversa telefónica com o MZNews.
Actualmente, a greve conta com 28 participantes, mas o número poderá aumentar com a chegada de mais médicos estagiários vindos da Beira. “Viemos preparados para tudo. As nossas noites serão passadas aqui até vermos o nosso problema resolvido. Temos aqui a polícia a intimidar-nos, mas não iremos desistir”, acrescentou Araújo.
A situação levanta preocupações sobre o impacto da greve na prestação de serviços de saúde na região, uma vez que os médicos estagiários desempenham um papel fundamental na assistência hospitalar. A expectativa agora é que o governo tome medidas urgentes para atender às reivindicações dos estagiários e evitar que a situação se agrave ainda mais. A comunidade médica e a população local observam com apreensão os desdobramentos desta greve, que já está a provocar repercussões no sector da saúde.














