Funcionários da Empresa Nacional De Parques da Ciência e Tecnologia paralisaram, ontem as actividades em reivindicação de aumentos salariais que não acontecem desde a criação da empresa em 2014.

Os trabalhadores dizem que além deste, há outros problemas que os preocupam, mas, por falta de abertura para diálogo por parte do Conselho de Administração, nunca puderam expor. Entre os outros problemas estão os frequentes processos disciplinares “mal instaurados “.

A título do exemplo, actualmente o secretário-geral do sindicato dos trabalhadores está suspenso. O motivo? Suposta agressão ao seu superior hierárquico. Entretanto os trabalhadores dizem que tal facto não teve lugar e que o caso já tinha sido ultrapassado entre os dois.

Para manifestar a sua insatisfação, os funcionários amotinaram-se na entrada com dísticos com vários dizeres reivindicativos.

A Defesa da PCA

A Presidente do Conselho de Administração da empresa, Flávia Zimba, confirma a não actualização dos salários. “A empresa não está a produzir receitas para isso e nós não temos como solicitar aumentos”, defendeu-se a PCA, acrescentando que, aliás, “todos os trabalhadores desta empresa recebem mais do que salário mínimo em vigor no país”.

Sobre os processos disciplinares, Flávia Zimba diz que os trabalhadores “são indisciplinados” e que “os processos serão instauradas todas as vezes que se cometerem irregularidades”.

Na tarde de hoje teve uma reunião entre o sindicato e a administração. O encontro contou com a presença de um representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional. Foi criada uma comissão mista que deverão manter diálogo permanente até a resolução dos problemas. A comissão é constituída por dois membros da administração e dois do sindicato.

O País