Trata-se de acordos nas áreas de Política e Diplomacia, Defesa e Segurança, e de Transportes e Comunicações, assinados no quadro da visita de Estado que o presidente do Seychelles, Danny Faure, efectua a Moçambique.

Segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, na área de política e diplomacia o acordo assinado estabelece novas linhas para a cooperação geral, que deverá ganhar novo ímpeto.

Moçambique e Seychelles assinaram nesta segunda-feira três acordos de cooperação, visando reforçar as relações bilaterais, iniciadas em 1983.

No sector de Defesa e Segurança, cujo acordo foi rubricado pelo Ministro do Interior, Basílio Monteiro, e o seu homólogo das Finanças, Comércio, Investimento e Planificação das Seychelles, Maurice Loustan Lalane, os dois países querem trabalhar em conjunto para reforçar a defesa dos recursos naturais.

“Há interesses comuns que interessa explorar, tendo em vista a gestão sustentável dos recursos hídricos comuns entre os dois Estados” explicou Pacheco, durante a conferência de imprensa no final da assinatura dos acordos.

Na área dos transportes e comunicações, o acordo dá ênfase ao transporte aéreo, “tendo em vista explorar as potencialidades existentes entre Moçambique e Seychelles, para se ligarem com o Ocidente e o Oriente, tendo em conta a localização geográfica dos dois países” disse Pacheco.

“Com o desenvolvimento da cooperação bilateral é de todo interesse que haja ligações entre os dois países” frisou o chefe da diplomacia nacional.

Gás na perspectiva

Para além dos três acordos assinados, os dois países identificaram outras áreas a serem exploradas, nomeadamente, agricultura, energia e, em particular, o gás natural que poderá ser exportado para o Seychelles.

“Desde já estão criadas as condições para quando iniciar a exploração do gás em grande escala no norte do país, uma quota de gás poder ser exportada para Seychelles, prioritariamente para o sector de geração e produção de energia” explicou Pacheco.

O sector do turismo é outro que entra nas perspectivas da cooperação bilateral. Com as trocas comerciais a níveis considerados baixos, o Seychelles deposita no sector turístico, o motor para alavancar a balança comercial.

Actualmente, o comércio entre Seychelles e Moçambique é muito pequeno. De Seychelles para Moçambique é particularmente zero, mas do lado inverso, de Moçambique para Seychelles, temos bons volumes, é algo em torno de 20 biliões de Rúpias anuais, cerca de dois milhões de dólares. Há boas perspectivas no turismo e nesta parceria, em particular, acreditamos que quando avançarmos para a área do turismo, veremos os resultados a mudarem de forma dramática” vaticinou Maurice Lalane.

O País