À medida que se aproxima o dia do embate decisivo com a Guiné-Bissau, a ansiedade, o nervosismo e a expectativa vão tomando conta da selecção, assim como de todos os moçambicanos, na qualificação para a fase final do Campeonato Africano das Nações Egipto-2019.

A realizarem um estágio na África do Sul, mais concretamente no Centro de Alto Rendimento de Pretória, os Mambas – por enquanto somente com os jogadores que actuam em clubes domésticos – realizaram, no fim-de-semana, o seu primeiro teste, defrontando a selecção da vizinha E-Swathini (ex-Suazilândia), em partida que terminou empatada a uma bola.

Neste desafio, o seleccionador Abel Xavier fez várias experiências tendo em vista a convocatória final para a viagem à Guiné-Bissau.

Sem esconder, em nenhum momento, a grandeza do adversário e por via disso as dificuldades que a sua equipa irá enfrentar, sobretudo porque os guineenses irão também disputar o jogo da sua vida, Abel Xavier diz que os Mambas têm o dever de preparar o embate com muita responsabilidade, para que possam apresentar-se em Bissau ao mais alto nível do ponto de vista competitivo.

“Isto é inquestionável. Temos que jogar na Guiné-Bissau com toda a responsabilidade e profissionalismo. Temos que estar ao nosso nível mais elevado e vincarmos a nossa qualidade. Não tememos nada, estamos conscientes das dificuldades que iremos enfrentar, mas também confiamos no nosso trabalho, na grande capacidade de resposta dos jogadores e no seu desejo e vontade de fazer história no futebol moçambicano”, referiu o técnico.

Na África do Sul, Abel Xavier afirma que o foco é somente no trabalho e concentração nos objectivos que norteiam todo o grupo e trabalho.

“Quero agradecer ao Governo por ter participado com o intuito de nos proporcionar melhores condições para podermos trabalhar. Penso que as explicações que demos foram fundamentais para que este objectivo fosse viabilizado. Irá, de alguma forma, elevar o país e talvez alavancar o nosso futebol”, concluiu.

A Bola