O Tribunal Judicial de Nhlamankulo, na cidade de Maputo, adiou ontem para 06 de Março o início do julgamento do ex-ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula.

Paulo Zucula, é acusado de crimes de pagamento de remunerações indevidas, num valor que ascende a pouco mais de dois milhões e 250 mil meticais. O adiamento surge na sequência de um requerimento submetido pelo acusado, alegando viagem para cuidados de saúde.

No mesmo processo, segundo o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), uma unidade subordinada à Procuradoria-Geral da República (PGR), são acusadas Teresa Jeremias, ex-administradora do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), Lucrécia Celeste Ndeve, ex-directora-geral do IACM, e Amélia Abílio Levi Delane, ex-chefe do Departamento Financeiro da mesma instituição, pesando sobre si os crimes de abuso do cargo ou função.

O correspondente processo, que ostenta o número 85/GCCC/13-IP, foi remetido ao Tribunal Judicial do Distrito de Nhlamankulu em 2017.

Conforme consta dos autos, em 2009, no exercício de funções de ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula autorizou que fossem efectuadas remunerações aos membros do Conselho de Administração do IACM.

Porém, na época, o estatuto do IACM impunha que tal devia ser mediante despacho conjunto dos ministros dos Transportes e das Finanças, o que não foi o caso.

As três arguidas foram assinando cheques nos montantes equivalentes aos seus salários, alegando tratar-se de adiantamentos de vencimentos, sem que, contudo, posteriormente repusessem tais montantes. Os referidos adiantamentos totalizaram 2.250.202 meticais.

Folha de Maputo