53 cidadãos etíopes foram expulsos e interditos de entrar no país por um período de 10 anos, em 2018. Em causa está a falta de documentos de viagem.

O Serviço Nacional de Migração  promete redobrar a fiscalização. O ano de 2018 foi marcado pelo aumento em mais de 100 por cento, do número de cidadãos estrangeiros que vieram a Moçambique de forma ilegal.

Diante da situação, a migração decidiu expulsá-los e proibir a sua entrada no país até 2028.

“De Janeiro a Dezembro do ano passado foram expulsos de Moçambique 53 cidadãos estrangeiros de nacionalidade etíope, por entrada irregular no país.

Adicionalmente foi-lhes aplicada a medida de interdição de entrada no território nacional por 10 anos.

No mesmo período do ano anterior, foram expulsos do país três cidadãos estrangeiros, isto mostra que houve um aumento em mais de cem por cento”, explicou o porta-voz do Serviço Nacional de Migração, Celestino Matsinhe.

Ainda em 2018 foram feitas 12 699 fiscalizações em todo o país, que tiveram como resultado o repatriamento de mais de mil estrangeiros.

“Durante as fiscalizações foram interpelados 11347 cidadãos estrangeiros em situação migratória irregular, dos quais 9388 regularizaram a sua situação migratória e 1959 foram repatriados para os seus países de proveniência.

A caducidade do DIRE, permanência ilegal e falta de comunicação de mudança de domicílio constituíram principais infracções detectados no período em análise”, revelou Matsinhe.

Por outro lado, 43130 moçambicanos foram deportados da África do Sul, Malawi, Zimbabwe e Tanzânia, por permanência ilegal. Por isso, o SENAMI apela ao respeito pelas condições de viagem e permanência nos países estrangeiros.

O País