Os desmobilizados da guerra pedem aumento das pensões e ameaçam, convocar uma manifestação geral caso o Governo não satisfaça o seu pedido. Entretanto, o ministério dos Combatentes reconhece que a reclamação dos pensionistas é justa, mas diz que de momento não tem dinheiro para proceder com os aumentos.

Este é o número que representa os cerca de 69 mil combatentes a nível nacional que dizem ter dedicado 16 anos de suas vidas, participando da guerra que opunha as forças governamentais e da Renamo. O que hoje recebem em troca consideram uma injustiça. É que o valor da sua pensão está muito abaixo do salário mínimo e com o elevado custo de vida este serve, praticamente, para nada.

Diante desta situação, os combatentes dizem que marcaram várias audiências com o ministro de tutela para colocar as suas preocupações, mas este nunca se predispôs a recebê-los. E mais: estes dizem que, enquanto alguns são bem tratados, os outros são marginalizados, o que pode fazer com que os desmobilizados convoquem uma manifestação geral.

Chamado a reagir, o ministério dos Combatentes reconheceu a justeza da reclamação dos desmobilizados mas diz que neste momento não dispõe de dinheiro para fazer o reajustamento das pensões.

O ministério do Combatentes apela à calma dos desmobilizados e promete avançar com os aumentos, depois de abranger os mais de dois mil combatentes que ainda não recebem pensões.

O País