Cinco minutos após descolar do Aeroporto Internacional de Maputo, a aeronave pilotada pelo Rogério Manuel (um Heli C9HRM, tipo R-44 – pertencente à empresa MAPEMO, Lda.), perdeu o contacto com a torre de controlo.

Segundo noticia a Carta de Moçambique, Rogério Manuel que era portador de um “brevet” para pilotar aeronaves não estava certificado para voar no período da noite sem os instrumentos apropriados para o efeito, porém, por “portas e travessas”, terá conseguido uma autorização para descolar.

Rogério Manuel, tinha no currículo várias horas de voo, viajava sozinho com destino ao Bilene. Voava a uma velocidade aproximada de 090-Nós (aproximadamente 180 Km/h), e a 1000 pés de altitude.

De acordo com a Carta de Moçambique, passadas três horas as consideradas “normais” de autonomia de um voo daquela natureza a aeronave não havia estabelecido qualquer contacto com a torre de controlo de Maputo.

Foi nesse sentido que se elaborou uma mensagem de emergência, alertando para o possível desaparecimento da mesma. Logo de seguida, veio a confirmação de que o helicóptero não havia chegado ao local de destino.

Em conferência de imprensa realizada ontem em Maputo, o Comandante João de Abreu, PCA do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), estranhou o facto de Manuel ter decidido pedir autorização para descolar àquela hora da noite (20H30).

Porém, afiançou-nos que os pilotos com experiência considerável como a dele têm a liberdade de voar a qualquer hora do dia ou da noite.

Neste momento, uma equipa composta por elementos do (IACM) e dos Aeroportos de Moçambique está a investigar as reais causas do acidente.

Na conferência de imprensa, foi prometido que daqui a 30 dias será divulgado o relatório preliminar sobre as causas do infortúnio. Porém, o relatório final só estará disponível daqui a um ano.

Folha de Maputo