Oito reclusos fugiram, na madrugada do passado domingo, no intervalo entre as duas e três horas. De entre os fugitivos está Isaías Nicolau,  que foi detido em finais de Dezembro do ano passado, na companhia de outros dois jovens, indiciado de terem assassinado uma cidadã portuguesa, Inês Bota, que foi encontrada morta no rio Púngue.

Destaque vai igualmente para  Moniz Bambo, condenado há cerca de um mês, a 16 anos de prisão,  por se ter provado o seu envolvimento no roubo de mais de 29 milhões de meticais num dos balcões do Millennium BIM na Beira, segundo confirmou o director da cadeia que acrescentou que Já há  diligências em curso envolvendo vários órgãos da justiça com vista a capturar os foragidos.

“Os fugitivos, entre eles seis que estavam em reclusão preventiva, ou seja aguardavam julgamento, como é o caso de Isaías Nicola, e os restantes dois já tinham sido condenados a penas maior. Para poderem se evadir os fugitivos serraram as grades da cela onde estavam, por sinal a cela de segurança. Neste momento já há diligências em curso, envolvendo vários órgãos de justiça, com vista a capturar os fugitivos”- explicou Yazalde de Sousa, Director da  Cadeia Central-Beira.

Em Agosto do ano passado, 17 reclusos fugiram da mesma cadeia, entre eles Moniz Bambo. Facto curioso é que a fuga ocorreu num domingo, tal como este último caso.

Refira-se que há cerca de uma semana a procuradora chefe de Sofala, Carolina Azarias, mostrou-se preocupada pelo facto do caso do assassinato da cidadã portuguesa não ter sido ainda julgado, passados nove meses após o processo ter dado entrada no tribunal.

Ontem, comentado as fugas em referência, Carolina Azarias afirmou que este caso é preocupante e de seguida garantiu que apesar da fuga de Isaías Nicolau, o caso  vai  ser julgado.

“Não afectará o julgamento porque existem os outros indiciados no mesmo caso. O Isaías Nicolau poderá ser julgado à revelia, porque a instrução preparatória já tinha sido concluída e na devida altura ele foi constituído arguido” – explicou Carolina Azarias.

Entretanto a procuradora referiu que a cadeia central da Beira não oferece condições de segurança.

“Não porque as pessoas responsáveis pela cadeia são incompetentes. O problema é que a cadeia central já é um edifício antigo e  foi concebido para uma determinada capacidade. Hoje estão lá quase triplo das suas capacidades e não foi feito nenhum trabalho de engenharia para suportar as superlotações”- indicou carolina Azarias.

O País