O Conselho Municipal da Cidade da Matola vai avançar com o projecto da construção do aterro sanitário de Matlemele e cerca de 900 famílias tidas como invasoras do espaço do projecto apenas irão beneficiar de talhões para a construção das suas residências.

O executivo Municipal da Matola vai assumir o reassentamento de apenas 20 famílias tidas como nativas, e o seu processo de mudança está num ritmo acelerado, estando prevista a entrega das primeiras casas ainda este ano.

O facto foi revelado esta quinta-feira pelo porta-voz do Conselho Municipal da Matola, Filmão Suaze, em conferência de imprensa.

“As 900 famílias que invadiram o território da construção do projecto social, numa fase em que este já tinha sido definido, naturalmente que não terão casas erguidas pela edilidade. A edilidade, mesmo sabendo, que se trata de invasores, chama a si a responsabilidade social na sua intervenção, no sentido de garantir talhões para estas famílias”, disse.

Neste momento, segundo a fonte, estão em construção as 20 casas para as 20 famílias nativas que estão no espaço que se pretende construir aterro no bairro de Ngodzooza. “O Município está ciente da importância de criação de condições adequadas para estas famílias nativas naquela zona”, garantiu.

Reconheceu que o processo vai levar algum tempo devido a sua complexidade e tratando-se de um número elevado de talhões por disponibilizar.

“Como devem saber, são muitas famílias que invadiram o espaço do aterro e a edilidade pouco a pouco vai resolvendo a situação. Repito, devido ao forte caris social em que o Conselho Municipal observa no desempenho das suas funções”, afirmou.

Folha de Maputo