Um jovem está a contas com a polícia, depois de ter sido surpreendido no Aeroporto de Maputo com quantidades ainda não especificadas de cocaína. A droga vinha do Brasil e tinha como destino Moçambique.

Tratou-se de uma viagem sob pretexto de entrega de peças de viaturas que acabou terminando nas mãos da Polícia. Um jovem, que alega ser de nacionalidade angolana, saía do Brasil e transportava cocaína disfarçada nas bobinas para motores. Facto curioso é que o indiciado escalou Portugal e a mercadoria passou pelo aeroporto de Lisboa.

Chegado ao Aeroporto Internacional de Mavalane, por volta das oito horas de domingo, as autoridades detectaram o esquema e trataram de deter o indivíduo.

No momento, não foi possível estimar a quantidade da droga, mas o peso bruto, isto é, a mercadoria incluindo as bobinas era de dezasseis quilogramas. O indiciado, que diz ser de nacionalidade angolana, reclama inocência e que transportou a encomenda a pedido de um amigo, não sabendo que se tratava de droga.

Esta é mais uma apreensão no Aeroporto Internacional de Maputo, onde as autoridades dizem ter mobilizado forças conjuntas para travar o fenómeno.

Leonel Muchina, porta-voz da Polícia da República de Moçambique, disse que uma unidade de força canina está afecta ao Aeroporto Internacional de Mavalane para reforçar a medida de segurança.

O Aeroporto de Maputo tem sido, nos últimos tempos, ponto de chegada e ou partida de drogas e outras mercadorias ilícitas.

No dia 13 do mês passado, um homem foi detido, no Aeroporto Internacional de Mavalane, quando tentava transportar mais de cinco quilogramas de cocaína para a Costa do Marfim. Cinco dias depois, a Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve três cidadãos portugueses no Aeroporto Internacional de Maputo na posse de 16,5 quilos de uma droga não identificada. Tratou-se da maior apreensão de drogas de sempre no Aeroporto Internacional de Maputo. O grupo, composto por dois homens e uma mulher, tentava embarcar para Lisboa, quando as autoridades detectaram substâncias proibidas dissimuladas no interior das suas malas de bagagem durante as operações de fiscalização.

O País