Cerca de 900 trabalhadores do Conselho Municipal de Quelimane com destaque para os que estão afecto ao sector de saneamento e resíduos sólidos paralisaram as actividades laborais, no início da manhã de segunda-feira.

Dentre as reivindicações, os temas de fundo são a alegada não canalização de contribuições dos funcionários ao Instituto Nacional de Segurança Social, mudança de carreira e retroactivos referente ao ano de 2018.

Os trabalhadores maioritariamente compostos pelos que estão afectos a Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA) responsáveis pelo trabalho de recolha de lixo na cidade escalaram o edifício do conselho municipal.

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, fez questão de esperar e receber aqueles trabalhadores para ouvir os objectivos da indignação em causa. Os trabalhadores foram directos com De Araújo, exigiram a canalização de seus descontos para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) para aqueles que são agentes do estado.

E para aqueles que são funcionários do aparelho do Estado exigiram a regularização das suas contribuições ao nível da Direcção Provincial da Economia e Finanças. Outro sim, tem que ver com situações de horas extraordinárias dos trabalhadores com destaque para os cobradores de impostos e de limpeza que trabalham aos sábados mas que no entanto não vê a sua situação satisfeita.

O edil de Quelimane, respondendo às preocupações, começou por informar que quando chegou à presidência da autarquia em 2011 encontrou dívidas e na altura pediu auditoria das finanças. As referidas autorias produziram listas das dívidas que haviam, o que permitiu ao conselho municipal elaborar um plano de pagamento.

Tal aconteceu, e de acordo com o edil o facto permitiu pagar as dívidas ao INSS o que permitiu a emissão de uma certidão de quitação ao conselho municipal proveniente do INSS.

“Com o INSS neste momento já estão pagas todas as dívidas que encontramos e se estamos a receber a certidão de quitação é porque chegamos ao ponto zero em termos das dívidas que tínhamos. O que estamos a trabalhar neste momento é com as finanças e quando terminarmos, as finanças também farão o mesmo” disse o edil.

Todavia, os trabalhadores explicaram ao edil que estão há bastante tempo a pedir justificativos neste sentido por parte da edilidade mas que nunca é facultada. O edil apresentou, pela primeira vez, a certidão de quitação aos trabalhadores.

Neste momento foi criada uma comissão composta por seis funcionários, três por parte dos grevistas e outros três por parte do executivo, onde o edil faz parte. A referida comissão vai ser encarregue, até próxima sexta-feira, de encontrar mecanismos de solução de todos os problemas apresentados. As actividades laborais retomaram mas podem ser suspensas em caso de não cumprimento das soluções solicitadas. Próximas sexta-feira as partes voltam a sentar à mesma mesa.

O País