O Serviço Nacional de Investigação (Sernic) disse que o caso do jornalista Ericino de Salema, raptado e agredido em Março, permanece sob investigação, prometendo para um momento oportuno informações.

“Investigações estão em curso e muito oportunamente iremos nos debruçar sobre esta questão. Não é algo que esteja esquecido. Estamos a investigar”, limitou-se a dizer Leonardo Sibinde, porta-voz do Sernic, numa conferência de imprensa.

Ericino de Salema foi levado por desconhecidos à saída do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), onde estivera a almoçar, tendo sido agredido com instrumentos contundentes nas pernas.

Os agressores abandonaram o jornalista perto da estrada circular de Maputo, momentos antes de ser encontrado por populares que o levaram ao hospital.

A polícia moçambicana ainda não anunciou nenhuma detenção relacionada com o caso.

O jornalista esteve vinculado a vários órgãos de comunicação social, mas nos últimos tempos tem estado ligado a organizações não-governamentais ligadas ao fortalecimento da sociedade civil e promoção da liberdade de expressão e imprensa.

À data do seu rapto e agressão, Ericino de Salema era comentador do programa “Pontos de Vista”, do canal privado de televisão STV.

Em 2016, o politólogo e comentador do mesmo programa, José Macuane, foi baleado nas pernas por desconhecidos e abandonado numa estrada à saída de Maputo, quase no mesmo local, depois de ter sido levado de carro perto da sua residência.

Folha de Maputo