O parlamento etíope levantou hoje o estado de emergência instaurado por seis meses a 16 de Abril após a demissão surpresa do primeiro-ministro Hailemariam Desalegn, anunciou a agência de notícias da Etiópia.
O parlamento, reunido hoje de manhã, votou a favor do levantamento do estado de emergência devido à “relativa estabilidade e à calma” no país, nomeadamente desde a tomada de posse do novo primeiro-ministro, Abiy Ahmed, em Abril.
A demissão de Hailemariam e a instauração do estado de emergência no dia seguinte foi o culminar de uma crise política sem precedentes desde a instauração do regime atual, em 1991.
O antigo primeiro-ministro foi afastado devido à crise política, marcada por manifestações antigovernamentais violentamente reprimidas, no segundo país mais populoso de África.
Os protestos começaram no final de 2015 na região dos oromo (sul e oeste), a mais importante etnia do país, e depois estendeu-se a outras regiões, como a dos amhara (nord).
A repressão fez pelo menos 940 mortos, segundo a Comissão etíope dos Direitos Humanos, ligada ao Governo.
Só foi alcançada uma calma relativa com a instauração do estado de emergência entre outubro de 2016 e agosto de 2017 e após milhares de detenções.
Em abril, a coligação no poder investiu, pela primeira vez na história contemporânea da Etiópia, um primeiro-ministro de etnia oromo, Abiy Ahmed.
Desde então, este governante tem-se multiplicado em declarações de apaziguamento e de concórdia e o regime deu garantias à oposição, nomeadamente com a libertação recente de dissidentes.
Notícias ao Minuto
















