Depois de vencer as intercalares, a Renamo quer a sua sede de volta. Instalações em Nampula foram tomadas de assalto e ocupadas pelas forças de defesa e segurança há mais de seis anos.

Já passaram mais de seis anos desde que a Força de Intervenção Rápida (FIR) e o Grupo de Operações Especiais tomaram de assalto a sede da delegação da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), na Rua dos Sem Medo, em Nampula, a 8 de Março de 2012. Segundo as autoridades, o objectivo era garantir a ordem e a tranquilidade nas imediações, devido à presença de ex-guerrilheiros na sede do partido.

Agora, depois de vencer as eleições intercalares em Nampula, a Renamo quer recuperar o seu património. A polícia, no entanto, não mostra interesse em devolver a sede ao maior partido da oposição moçambicana.

“As actividades do partido continuam, quem sai a perder é a própria polícia e o Governo, que mantêm as instalações da Renamo, numa altura em que vivemos momentos de democracia e de reconciliação”, diz André Magibiri, deputado e mandatário nacional da Renamo.

A situação em Nampula “só mancha a imagem do Governo e da polícia e não faz sentido que continuem a fazer refém aquilo que é propriedade da Renamo”, sublinha o deputado.

Pela primeira vez, a Renamo vai governar a cidade de Nampula, na sequência da vitória do candidato Paulo Vahanle na eleição intercalar de 14 de Março.

Conseguirá a liderança do partido finalmente recuperar a sua sede? “Isso havemos de ver e está na manga. Nessa altura poderemos pronunciar-nos. Vamos trabalhar em relação a isso”, responde André Magibiri.

DW