Destaque Abdel Fattah al-Sisi é reeleito presidente do Egito com 97% dos votos

Abdel Fattah al-Sisi é reeleito presidente do Egito com 97% dos votos

Abdel Fattah al-Sisi foi reeleito presidente do Egito com 97,08% dos votos válidos, segundo o resultado oficial das eleições presidenciais egípcias divulgado na segunda-feira (02). A participação no pleito da semana passada, no entanto, foi de apenas 41,05% dos quase 60 milhões de eleitores.

O ex-comandante do Exército egípcio obteve quase 22 milhões de votos, enquanto seu único adversário, Musa Mustafa Musa, recebeu um pouco mais de 656 mil, somando 2,92% dos votos.

Musa, presidente do partido liberal Al Ghad, é considerado um aliado de Sisi. Ele não participou de comícios durante a campanha eleitoral e quase não fez propaganda para se tornar mais conhecido da população.

Candidatos fortes da oposição abandonaram a corrida eleitoral no início do ano. O principal adversário foi preso e seu gerente de campanha, espancado. Outros candidatos desistiram de concorrer sob circunstâncias obscuras.

Sisi defendeu que seu governo não teve qualquer envolvimento na retirada da oposição, e repetidamente apelou aos egípcios para que comparecessem às urnas, prometendo uma eleição justa. A oposição, por sua vez, convocou os eleitores a um boicote, classificando o pleito de “uma farsa”.

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A comissão eleitoral egípcia, ao divulgar o resultado das eleições nesta segunda-feira no Cairo, reiterou que a votação da segunda-feira passada foi livre e justa.

O baixo comparecimento às urnas, no entanto, representa um possível revés para Sisi, que dissera antes do pleito enxergar a votação mais como um referendo sobre sua presidência do que uma eleição genuína. A imprensa estatal descreveu a baixa participação como uma traição ao Egito.

Nas eleições presidenciais realizadas quatro anos atrás, Sisi fora eleito para seu primeiro mandato com a mesma percentagem de votos, 97%, mas a participação dos eleitores chegou a 47%.

Segundo a mídia local e internacional, alguns eleitores disseram ter recebido incentivos, incluindo dinheiro e comida, para ir às urnas neste ano, mas sem especificar quem fez as ofertas. Autoridades defenderam que, se isso aconteceu, foram casos isolados e não patrocinados pelo Estado.

Metrópoles

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