Economia Coligação cívica adverte Governo moçambicano para evitar erros no projecto da Anadarko

Coligação cívica adverte Governo moçambicano para evitar erros no projecto da Anadarko

A Coligação Cívica sobre Indústria Extractiva, uma rede constituída por cinco organizações da sociedade civil moçambicana, considera que o reassentamento em Palma, na província de Cabo Delgado, para dar lugar à edificação do projecto de exploração de gás pela Anadarko está a decorrer de forma eficaz aberta e transparente.

No entanto, recomenda que se sane as ilegalidades que continuam a prejudicar a qualidade do processo de ocupação de terras pelo projecto, mantendo o Estado em situação de ilegalidade e manchando a licença social da empresa.

“Há condições para que Palma não seja réplica de Tete, até porque muitas pessoas de Palma já foram à Tete ver o que se passa lá e estão alertas, dizem que nós não queremos que que nos acontece a nós aquilo que aconteceu em Tete, creio que nem o Governo nem as empresas terão interesse em repetir-se o desastre de Tete”, revelou Tomás Viera Mário, do Sekelekani, integrante a Coligação Cívica sobre Indústria Extractiva que monitora o processo.

Para Fátima Mimbire, do Centro de Integridade Pública, apesar destes resultados animadores, o Estado deve fazer acompanhamento do processo como forma de proteger as comunidades

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Fátima Mimbire considerou que “a previsão da conclusão do primeiro lote de escassez aconteça até Março de 2019, portanto a primeira fase de reassentamento inicia nessa altura provavelmente vai abranger as comunidades de Milamba”.

Por seu lado, Carlos Pereira, do Centro Terra Viva, disse que a única forma de evitar polémicas como no passado é fazer o acompanhamento do processo.

“Não preciso ir tão longe como a Tete, a construção da Ponte Maputo-Katembe é um processo desastroso é catastrófico. Esta à decorrer até agora e as pessoas não foram devidamente compensadas e nem o processo foi tratado devidamente, comparando a maneira como decorreu o processo de reassentamento das pessoas da Malanga e não só aquilo que está a acontecer em Palma não há comparação possível, as pessoas em Palma estão a ser consultadas e estão a ser reassentadas com alguns problemas, mas esta à acontecer um processo completamente diferente”, denunciou Pereira.

A coligação Cívica sobre Indústria Extractiva é constituída pelo Centro de Integridade Pública, o Centro Terra Verde, o Centro de Estudos e Pesquisa da Comunicação Sekelekani, o Conselho Cristão de Moçambique e Kuwuka.

VOA

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