Passageiros do comboio que liga as cidades de Lichinga e Cuamba, na província do Niassa, queixam-se de serem vítimas de constante assédio quando querem adquirir os bilhetes de passagens pagando quase o dobro do preço praticado nas bilheteiras da estação.

Segundo explicaram, indivíduos aparentemente informados sobre a situação da venda de bilhetes, abordam, mesmo na estação, os candidatos a passageiros com a informação de que os bilhetes esgotaram na bilheteira.

Assim, afirmam estar em condições de facilitar a viagem mediante o pagamento de mais cinquenta por cento do preço legal que é de 180 meticais, cobrando, no caso, 250 meticais para o percurso Lichinga-Cuamba.

Uma jornalista da Radio Moçambique foi também abordada em plena estação de Lichinga, na última quarta-feira por um indivíduo uniformizado com o equipamento da empresa que presta serviços de segurança naquele local, com idêntica proposta.

A Rádio Moçambique abordou o chefe da estação de Lichinga, Pôncio Litequeia, que disse que a CDN distancia-se desse tipo de comportamento e que de imediato iria investigar o ocorrido:

O governador da província de Niassa, Arlindo Chilundo mostrou-se indignado com este comportamento e disse esperar que a CDN trabalhe para esclarecer estas queixas:

O comboio de passageiros entre Lichinga e Cuamba e vice-versa tem uma frequência semanal de quatro vezes e a sua reintrodução aconteceu em Novembro do ano passado numa cerimónia orientada pelo presidente da República Filipe Nyusi.

RM