O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma em Brasília o julgamento que pode tirar Michel Temer da Presidência.
Em causa está a utilização de fundos ilícitos para financiar a campanha de 2014, quando Dilma Rousseff foi eleita presidente e Temer era o seu vice-presidente.
A estratégia de Temer para tentar manter o cargo vai ser pedir logo na abertura da sessão a anulação dos depoimentos de executivos da Odebrecht que confirmaram o uso de dinheiro proveniente da corrupção na campanha.
Se não funcionar, os advogados do presidente tencionam pedir novamente o adiamento do julgamento, como fizeram e conseguiram em Abril. Se nem isso der resultado, o presidente tem ainda um derradeiro ‘trunfo’ na manga, que é um pedido de ‘vista’ (mais prazo para análise), a ser feito por um dos juízes que no mês passado nomeou para o TSE.
Recorde-se que, se o Tribunal considerar provado o uso de fundos ilícitos na campanha, Temer perde automaticamente o mandato.
Cm















