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O Papa afirmou que nenhuma investigação, por mais nobre que seja, “pode justificar a destruição de embriões humanos”.

Algumas linhas de investigação, de facto, usam embriões humanos causando a sua destruição. Mas nenhum fim, por muito nobre que seja como a possibilidade de ser útil para ciência, para outros seres humanos ou para a sociedade, pode justificar a destruição de embriões humanos“, disse o Papa Francisco perante um grupo de pessoas que espera por uma cura.

O Papa falava durante uma audiência a um grupo de pessoas com Huntington, uma doença neurodegenerativa de origem genética e hereditária, que participa num colóquio dedicado à doença, e manifestou “solidariedade com a América do Sul”, onde esta tem uma incidência 500 a 1000 vezes maior em relação a outras regiões do mundo.

Francisco recebeu na ala Paulo VI, doentes e associações que se ocupam da alteração genética mortal, que não tem cura e que afeta 2,7 em cada 100 mil pessoas no mundo.

Ao dirigir-se a especialistas em genética e cientistas presentes, o papa argentino elogiou quem se dedica a estudar e a procurar uma cura para a doença.

É óbvio que se olha para o vosso trabalho com muita expetativa: a esperança de encontrar um caminho para a cura definitiva da doença depende dos vossos esforços, mas também para melhorar as condições de vida destes irmãos“, disse.

Por demasiado tempo, disse Francisco, os medos e as dificuldades que têm caracterizado a vida das pessoas com doença de Huntington têm criado à sua volta mal-entendidos, barreiras, e autênticas marginalizações, e em muitos casos, os doentes e as suas famílias têm vivido o drama da vergonha, isolamento e abandono.

Huntington é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, causada pela perda de células numa parte do cérebro (gânglios da base). Esta perda afecta a capacidade cognitiva, o equilíbrio emocional e a motricidade.

Os sintomas surgem muito gradualmente, geralmente entre os 30 e os 50 anos. No entanto, a doença pode por vezes atingir crianças e idosos.

Em Portugal, apesar de não existirem valores absolutos, alguns estudos indicam uma prevalência da doença semelhante à de outros países ocidentais, entre cinco a 12 doentes por 100 000 habitantes.

JN

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