O procurador da República na província de Maputo, de nome Marcelino Vilanculos foi assinado por desconhecidos, na noite de segunda-feira (11), com vários tiros ainda dentro da sua viatura, em frente à sua casa, no bairro Malhampsene, na Matola.

O malogrado, que em vida exercia o cargo de procurador em Maputo, representou o Ministério Público na acusação contra vários cidadãos que acabaram por ser condenados como culpados por alguns dos raptos ocorridos na capital moçambicana.

Informações não oficiais indicam que Vilanculos estaria a preparar a acusação contra um cidadão detido e indiciado de ser um dos mandantes da onda de sequestros.

Por agora, desconhecem-se os detalhes, mas Marcelino Vilanculos tinha em mãos, entre outros, o processo de rapto que envolve Danish Satar, sobrinho de Nini Satar.

O magistrado – que representou o Ministério Público no julgamento de quatro homens que acabaram por ser condenados em 2013, pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, por crimes de rapto, associação criminosa e posse ilegal de arma que aconteceram entre Fevereiro e Junho de 2012, na capital moçambicana – estaria a preparar a acusação contra o cidadão Danish Abdul Satar, suspeito de ser intermediário entre os autores morais, que as autoridades policiais acreditam serem o seu pai (o criminoso Asslam Satar, em fuga desde a década 90 após ter liderado com sucesso o rombo de 144 biliões de meticais (antiga família) no extinto Banco Comercial de Moçambique) e o tio (Momade Assif Abdul Satar(Nini), um dos mandantes do assassinato do jornalista Carlos Cardoso e cúmplice da fraude ao ex-Banco Comercial de Moçambique), e os executores dos sequestros que não dão tréguas aos empresários e seus parentes, residentes em Moçambique, desde 2011.

A informação foi confirmada pelo comandante da Polícia em Maputo, que, de acordo com as mesmas fontes, fez-se acompanhar no local do director da Polícia de Investigação Criminal.

@Verdade/Voa