Ontem, na cidade de Maputo, no bairro Luiz Cabral, a Polícia da República de Moçambique (PRM) desactivou um pequeno arsenal confiado por malfeitores para adquirirem e conservarem instrumentos com os quais aterrorizavam alguns bairros da capital.

Arsenal de guerra supostamente da Renamo e da G4S descoberto em esconderijo caseiro

A casa onde havia o arsenal é deveras estranha, pois nela foram encontrados uniformes paramilitares semelhantes aos utilizados pelos homens armados da Renamo.

Entre os materiais há rádios comunicadores Motorola (walk), lanternas, e colectes reflectores; materiais de propagando a como, por exemplo, microfone e panfletos. Assim, para a polícia, estes indícios levam a estabelecer alguma relação entre o proprietário da casa, os utentes do arsenal e o partido político em voga. A empresa G4S também é suspeita de alguma ligação com o dono do arsenal, supostamente o dono da casa, pois quantidade considerável de uniforme da empresa foi encontrado na casa.

Para Bernardino Rafael, comandante da PRM na cidade de Maputo, os cidadãos conseguiam armas brancas na casa para assaltar compatriotas e casas, pelo que, “preocupa-nos esta ligação entre o grupo que criava terror com as catanas no bairro da Maxaquene [e] esta residência que albergava criminosos; o facto de o material encontrado estar misturado com o fardamento idêntico ao da Renamo bem como o fardamento da G4S.” Rafael afirma que a G4S já foi notificada a prestar declarações sobre o sucedido. Ele constatou também que um homem-catana detido há algum tempo pertencia a Renamo.

O comandante apela à sociedade para ser mais vigilante de modo a reduzir ao máximo o índice de criminalidade na cidade de Maputo. E, a exemplo de um trabalho eficiente entre a Polcia e a comunidade foi a desactivacao do arsenal.