Destaque Faixa Exclusiva para Autocarros: suspenso ensaio vespertino

Faixa Exclusiva para Autocarros: suspenso ensaio vespertino

O ensaio da circulação de viaturas de transporte de passageiros na faixa exclusiva, no sentido centro da cidade/Zimpeto, na capital moçambicana, está temporariamente suspenso.

A medida deve-se às conversações em curso entre as partes envolvidas no projecto sobre o condicionamento do tráfego na Avenida da OUA, uma via que dá acesso à Estrada Nacional Número Um, EN-1 a partir da Avenida 24 de Julho, rodovia que os carros de transporte de passageiros usam para sair do centro da cidade.

Outra razão da suspensão dos testes vespertinos é, de acordo com o director municipal de Transportes e Trânsito na cidade de Maputo, a necessidade da criação de mecanismos de escoamento do tráfego desde a Missão Roque ao centro da cidade, que praticamente parava o condicionamento no sentido contrário.

Segundo a edição desta sexta-feira do “Notícias”, Carlos Diante não precisou a data do fim das discussões técnicas que envolvem o Conselho Municipal de Maputo, o Instituto Nacional de Transportes Terrestres, INATTER, Trans African Concessions, TRAC, a concessionária da EN-4, e os transportadores.

Entretanto, deixou claro que um dos grandes nós de estrangulamento é a largura da OUA.

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A abertura de uma faixa de circulação exclusiva para transportadores de passageiros nas tardes passa pelo condicionamento do tráfego naquela rodovia e na EN-4 de modo que haja um terceiro corredor a escoar o tráfego da Praça 16 de Junho até à Portagem de Maputo na contra-mão.

A TRAC já veio a público dizer que é inviável tirar uma das duas faixas do sentido Matola/Maputo, sob pena de gerar um engarrafamento de paralisar completamente a circulação. Ao que a concessionária explicou, a intensidade de tráfego em ambos os sentidos é praticamente igual nas tardes.

Sem a OUA outro possível acesso à EN-1 seria a Avenida do Trabalho, mas, de acordo com o director, aquela via é demasiadamente estreita e torna-se inviável.

A fonte disse que a solução deverá sair da concertação em curso, pois não faz sentido abrir-se faixa exclusiva apenas na Avenida de Moçambique e as viaturas continuarem a passar por congestionamentos a partir dos terminais do centro da cidade.

RM

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