Um grupo de músicos da cidade da Maxixe, composto por 8 elementos, concentrou-se na última sexta-feira (21), de fronte do estúdio do Djass Produções para protestar contra o novo executivo Simão Rafael.

São eles Djass Pro, BHS, DJ 10, Mungano, Puto Chefe,  Ximanga Boss, Suzana e Leo, que com um olhar triste decidiram reivindicar os seus direitos.

Em entrevista a nossa equipe de reportagem, os músicos acusam o vereador para a área da juventude e recreação no município da Maxixe (Boaze Mapilele) de oportunismo e de estar a burlar os músicos locais.

Segundo os músicos, desde que Simão Rafael tomou posse como presidente do conselho municipal, em nenhum dia foram convidados para actuarem nos eventos organizados pelo município e serem pagos um cache que os dignifique como artistas.

“Recebemos uma mensagem do vereador Boaze a pedir autorização para que ele enviasse os nossos números a empresa de telefonia móvel mcel e nós colaboramos, ficamos a espera da resposta que nunca tivemos. No dia 18 de Novembro dia da cidade da Maxixe após termos insistido é que nos disse que não seria possível actuarmos porque a mcel não tinha dinheiro para nos pagar, e nós perguntamos se a festa era da mcel ou do município? No  decurso do espectáculo ouvimos os nossos nomes a serem chamados pelo MC, o que indica que era para cantarmos de borla como sempre”, sublinhou Ximanga Boss, agastado com o vereador.

Outra preocupação apresentada pelos músicos é falta de sinceridade por parte de quem responde pela área da cultura no município da Maxixe, quando os músicos são convidados para actuar em alguns eventos, não são pagos e por vezes são obrigados a cantar de borla alegando que são filhos de casa e que não precisam cobrar. “A nossa cultura está a baixar cada vez mais aqui em Maxixe e os próprios responsáveis estão nem ai para os músicos, enquanto durante a campanha de caça ao voto falou-se muito que iria se apostar na valorização da música local”, disse Puto Chefe, acrescentado que se quem é de direito não resolver este problema com maior urgência, os artistas locais poderão desistir de fazer a música. A maioria dos artistas usa desta arte como o seu ganha-pão

“As pessoas responsáveis pela área da cultura não estão a trabalhar em colaboração com os músicos, são tantas coisas que acontecem dentro do município mas que os músicos não são chamados a participar, se nalgum momento um artista da Maxixe for actuar, para receber sempre deve haver uma guerra, e sempre o que nos dizem é que não temos dinheiro ora vocês são nossos filhos. Só que desta vez estamos a ver que a situação está a piorar”.

Por sua vez o vereador para área da juventude e recreação no Município da Maxixe, Boaze Mapilele, mesmo sem gravar a entrevista desmentiu todas as acusações feitas pelos músicos e diz que o município nunca organizou eventos sem convidar os músicos e muito menos paga-los, aliás Mapilele, diz ainda que os músicos principalmente locais quando são chamados para entoar é com base num contrato e que por eles é assinado. Quanto ao espectáculo que aconteceu no passado dia 18 de Novembro, dia da cidade da Maxixe, a responsabilidade era total da mcel e não do município.

Entretanto ficamos a saber ainda que o responsável pela área da cultura tem uma divida acumulada de alguns artistas locais que alguns foram seguidos até as suas casas de surpresa para cantar em alguns comícios orientados pela edilidade, no final das actuações, são ditos para voltarem amanhã para buscarem o seu estímulo, só que o tal amanhã nunca chega.

Esta terça feira, um grupo de músicos locais, vai se organizar para gravar uma música em protesto contra o vereador para a área da juventude e recreação no município da Maxixe, por estar a levar a baixo a cultura.

Anastácio Marcelino