Destaque Fraco aconselhamento é a maior causa de desistência do TARV em Moçambique

Fraco aconselhamento é a maior causa de desistência do TARV em Moçambique

O fraco aconselhamento e reduzido número de conselheiros nas unidades sanitárias para HIV/SIDA é considerada maior causa de desistência do tratamento anti-retroviral (TARV) visto que num universo de 1893 conselheiros necessários para corresponder á demanda de doentes, somente estão disponíveis 501 que são pagos por financiadores.

Em Moçambique são ao todo um terço de pessoas  que abandonam o tratamento ao fim de um ano e metade abandonaram ao fim de 3 anos.

Portanto, um dos maiores desafios no âmbito da luta contra contra o HIV reside na retenção das pessoas no tratamento, a dificuldade está na falta de conselheiros clínicos com conhecimentos sólidos capazes de garantir que a educação do paciente seja feita com qualidade.

“O que as pessoas precisam em TARV não é só de médicos, mas de pessoas que conhecem as suas realidades diárias e possam orientá-las a superar os obstáculos. É preciso garantir uma posição nas unidades Sanitárias com ligação ás comunidades que sejam devidamente treinadas, supervisionadas e pagas. Eles (os conselheiros) são um investimento para o futuro”, disse Amós Sibango, representante da RENSIDA.

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Por sua vez, José Zelaya, director da ONUSIDA refere que, “a maior preocupação para alargar o efeito preventivo do HIV reside na retenção e aderência dos pacientes em tratamento ati-retroviral. É importante investir já, para assegurar a redução efectiva de mortalidade e novas infecções em HIV”.

Refira-se que, para mitigar a situação a Organização Humanitária Internacional Médicos sem Fronteiras (MFS) juntamente com a ONUSIDA e RENSIDA lançam uma campanha sobre a importância do do aconselhamento na vida do paciente através de posters, mensagens de rádio e histórias dos pacientes que vivem com a doença.