Estes dados foram revelados pela Polícia da República de Moçambique, na cidade da Maxixe, depois de ter interpelado um grupo de imigrantes ilegais de nacionalidade Malawiana, no bairro de Mabil, arredores daquela urbe.
Segundo o comandante da PRM naquela cidade, Joaquim de Nascimento, falando a nossa equipe de reportagem na manhã da última terça-feira, os 72 imigrantes ilegais, entre homens e mulheres, faziam-se transportar num Machimbombo do grupo Time Line, da companhia malawiana e com matrícula estrangeira BS 6840, cujo destino do mesmo era a república sul-africana.
Deste número de malawianos 38 são do sexo masculino e 34 do sexo feminino, com idades entre 20 e 40 anos. Os mesmos foram surpreendidos pelas autoridades policiais por volta das 6.00 horas da última segunda-feira, quando pararam a viatura para fazer as necessidades biológicas, a população que supostamente estranhou a presença massiva daqueles estrangeiros comunicou de imediato a polícia para vir ver de perto o que estava a acontecer.
“Retivemos os imigrantes ilegais, que estavam em trânsito e com destino a Maputo onde de lá iriam partir para a África do Sul e os interpelamos na zona de Mabil. Quando exigimos a sua documentação constatamos que estávamos perante um grupo de pessoas duvidosas, o que obrigou a polícia ter que os conduzir até a esquadra onde se fez uma triagem minuciosa”, Sublinhou Joaquim de Nascimento.
A detenção destes imigrantes ilegais, constituído sobretudo por jovens foi possível graças à coordenação dos serviços de migração e a colaboração da população e dada a situação, foi necessária uma intervenção imediata das autoridades policiais. A busca de melhores condições de vida em Moçambique e África do sul é apontada pelo comandante da PRM como uma das razões sistemáticas de entrada de imigrantes no país.
A maior destes compõe parte de refugiados que abandonaram um centro de acolhimento em Malawi. “Este grupo deve ter abandonado os campos de refugiados no Malawi, país que faz fronteira com Moçambique através da província de Tete”, acrescentou de Nascimento.
Entretanto referir que dos 72 malawianos 48 é que apresentaram toda documentação exigida e 24 não têm nenhum documento que lhes dê direito de entrada ao território de Moçambique, o que fará com que estes últimos sejam devolvidos ao seu país de origem.
“Nos últimos tempos, as autoridades policiais moçambicanas em Inhambane têm registado a captura de dezenas de imigrantes ilegais, maioritariamente provenientes daquele país”, estimou aquele responsável.

















