O advogado do Professor catedrático, Gilles Cistac, acredita que o jurista franco-moçambicano foi assassinado simplesmente por ter emitido uma interpretação sobre o texto da Constituição moçambicana.

Carrère avançou ainda que a família do constitucionalista apresentou queixa na justiça francesa por homicídio. Cistac foi o primeiro jurista moçambicano a defender que a exigência da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, de fazer aprovar uma lei sobre regiões autónomas para poder governar nas províncias onde ganhou nas eleições gerais de 15 de Outubro teria cobertura constitucional, caso o movimento substituísse a exigência de governos regionais por governos provinciais.

Três semanas após o assassínio, que continua a provocar ampla discussão na comunicação social e nas redes sociais, não foi ainda anunciada nenhuma pista que conduza aos autores do crime.