Num contexto em que cerca de 1.4 milhões de pessoas em Moçambique estão infectadas pelo HIV, sendo que destas, 770 mil são mulheres, o Sistema Nacional de Saúde reforça a Prevenção da Transmissão Vertical (PTV) para a saúde das mulheres e crianças, considerando-a de crucial importância, sobretudo em contextos como o moçambicano, onde a prevalência do HIV ainda é elevada.

Numa reunião sobre a PTV, havida na segunda-feira (09) em Maputo, o Vice-Ministro da Saúde, Mousinho Saíde, realçou a preponderância de todos os funcionários da saúde no esforço para alterar o actual cenário do país em relação a esta epidemia.

“Moçambique está entre os l0 países com maior peso da epidemia do HIV, em parte devido a persistência de novas infecções. Deste modo, urge a necessidade de acelerarmos os esforços para modificar o actual cenário e continuarmos a caminhar a passos largos, com vista a reduzir a transmissão vertical e outras formas de transmissão”, disse Saíde.

Como uma das medidas tomadas no combate à eclosão de novos casos de transmissão vertical, Moçambique mudou o paradigma de Prevenção para Eliminação da transmissão vertical, que consiste em reduzir a mortalidade materna relacionada ao HIV em 50 por cento e novas infecções pediátricas em 90 por cento até 2015.

“Como resultado desta mudança de paradigma, Moçambique optou por implementar a oferta do Tratamento Universal, que significa, oferecer o tratamento anti-retroviral às mulheres grávidas e lactantes seropositivas para toda a vida, independente do estado clínico e/ou imunológico (opção B+)”, referiu o Vice-Ministro.

Refira-se que esta opção é actualmente oferecida em 742 unidades Sanitárias do País, depois de ter sido introduzida em Junho de 2013.