Está instalado um braço de ferro entre peões e carpintarias informais e ainda vendedores de alguma madeira sub aproveitada ao longo da avenida Gago Coutinho, para quem vai em direcção à Junta, na cidade de Maputo.

Trata-se de madeireiros com os seus produtos expostos nos espaços reservados aos peões.

O negócio é rentável. Alguns chegam a fornecer produtos e serviços à empresas de construção civil.

O problema é que em meio a esta fonte de renda, assiste-se a um grave problema de segurança pública: os peões que por ali passam vêem-se obrigados a dividir a estrada com os automobilistas, num claro risco de serem atropelados.

A madeira, que é muita, está exposta tanto do lado de quem vai, como do lado de quem vem, o que de certa forma ajuda a afunilar ainda mais a via que já é estreita.

No mesmo local, é ainda possível encontrar oficinas de carpintaria, onde entra madeira bruta e sai o produto final, dificultando cada vez mais a situação dos peões que por ali transitam.

A nossa equipa de reportagem fez-se ao local para procurar saber dos utentes daquela via, como fazem para transitar por ela e chegarem seguros aos seus destinos.

“É complicado. Aqui todo cuidado é pouco. Pior fica quando vamos do lado em que temos que dar costas aos automóveis, porque não sabemos se estamos bem alinhados ou se o automobilista terá a necessidade de ceder espaço a um outro que vem em sentido contrário”, disse Sérgio Albino, secundado por Lídia Ricardina.

“Aqui não há espaço para as pessoas passarem. Alguns condutores nem têm a sensibilidade de reduzir a velocidade quando passam, o que só vem acentuar o perigo”, afirmou.

Os peões são unânimes em afirmar que o pior momento observa-se quando chega a hora da ponta, onde a estrada apresenta-se superlotada e os automobilistas, já impacientes, concorrem entre si.

Como este é um dilema, a equipa do MMO, promete em breve trazer a versão das autoridades competentes, na regulação deste comércio que periga a vida dos peões e dos próprios automobilistas.