O comportamento da inflação mensal na Cidade de Maputo continuou a reflectir a variação dos preços da classe de bens alimentares e bebidas não alcoólicas, cuja contribuição foi igual à variação mensal do índice geral (0,60 pp). Os produtos com as maiores contribuições para a variação mensal positiva de preços foram o tomate, os veículos automóveis, o repolho, a alface e o arroz.

De acordo com Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pelo do Banco de Moçambique (BM), dados referente a Outubro de 2014, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) da Cidade de Maputo, registou uma variação positiva de 0,06 por cento, após cinco meses consecutivos de variação mensal negativa, contra a variação de 0,23 por cento em igual período de 2013. Desta forma, a inflação acumulada acelerou para 0,05 por cento, enquanto a inflação anual e média mantiveram o comportamento de desaceleração, fixando-se em 1,28 por cento e 2,63 porcento, respectivamente.

Seguindo a trajectória do IPC Maputo, o IPC de Moçambique, indicador que incorpora os índices de preços das cidades de Maputo, Beira e Nampula, registou em Outubro uma variação mensal positiva de 0,13 por cento, após -0,17 por cento em Setembro de 2014, tendo a inflação acumulada incrementado para 0,85 por cento.

“Isto significa que, a inflação anual e média anual reduziu para 2,12 por cento e 2,88 por cento, respectivamente. A trajectória do IPC Moçambique foi influenciada pela classe de alimentação e bebidas não alcoólicas, tendo contribuído com 0,12 pp positivos para a variação do índice geral”, refere uma nota de imprensa enviada à MMO pelo BM.

No que concerne ao clima económico do mês de Setembro de 2014, a fonte indica que a confiança empresarial continuou a melhorar, mantendo a tendência iniciada no princípio do ano. “Este comportamento resultou do incremento dos índices de confiança dos empresários dos sectores de comércio, produção industrial e construção, motivada, principalmente, pela apreciação positiva quanto à procura actual e pelas perspectivas de volume de negócios”, disse

Ainda sobre este período, o indicador da perspectiva de emprego registou uma ligeira queda, após três meses consecutivos de ascensão, devido, principalmente, à avaliação negativa dos empresários dos sectores de transportes, produção industrial e alojamento e restauração.