Com o objectivo de comentários e sugestões junto aos cidadãos, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMM) realizou, na manhã desta quarta-feira (5), uma reunião de consulta pública sobre o projecto de Mobilidade Urbana de Maputo.

Na ocasião, a ORDERBRECHT, um dos principais parceiros do CMM no projecto, apresentou um estudo prévio de viabilidade ambiental e definição de âmbito, para contextualizar aos munícipes.

“Vamos apresentar o primeiro corredor de um sistema de Bus Rapid Transport (BRT), que é considerado uma das melhores soluções ao nível de custo- benefício para a área de transportes e tem resultados positivos comprovados em ambientes como Joanesburgo, Lagos e Rio de Janeiro”, disse Bruno Morais, Engenheiro da ORDERBRECHT.

Alguns cidadãos que participaram da auscultação consideram que este projecto pode ser a solução que os munícipes há muito esperavam.

“É um projecto bastante ambicioso e acredito que tem tudo para dar certo. Já faz tempo que nós, moçambicanos, esperávamos uma intervenção a plausível com relação ao problema de transportes e esta parece-me ser a melhor resolução para os próximos anos”, afirmou Acácio Saiete, residente no bairro do Jardim.

Outro cidadão que espera melhorias na mobilidade pública é Armando Nhamposse, residente no bairro do Zimpeto. Para este, a população necessita ser transportada de um lugar para outro, sem que se ponha em causa a sua dignidade.

“O Governo precisa acabar com estes sistemas de transporte em carrinhas abertas. As pessoas são transportadas como se de animais se tratasse. Os chapas são outro problema pois as condições são igualmente precárias. Espero que este projecto venha acabar com estes problemas e que traga dinamismo à mobilidade pública”, disse Nhamposse.

Ainda na audiência, o vereador para a área de transportes e trânsito, João Matlombe, apresentou o cronograma de implementação do projecto e sublinhou que os munícipes devem ter paciência, pois os processos levam tempo.

“Em Junho de 2013, nós lançamos e apresentamos publicamente o plano de mobilidade de transporte e as soluções prioritárias que o plano avançava. Infelizmente, a construção dessas soluções é complexa, pois não depende só de dinheiro”, referiu Matlombe e explicou “Requalificaremos toda a zona do Museu, a Avenida Eduardo Mondlane e pretendemos igualmente requalificar a Avenida Acordos de Lusaka e algumas valas de drenagem”, disse o vereador.

De referir que o arranque das obras está previsto para 2015 e o seu término para finais de 2016 e princípios de 2017.

Saliente-se que o projecto BRT está orçado em cerca de 225 milhões de dólares dos quais 180 provêm do financiamento do Estado e 45 são fruto de contribuições da parte moçambicana.