A Câmara do Comercio Juvenil de Moçambique (CCJM), uma associação constituída por jovens moçambicanos participou pela primeira vez na Feira Internacional de Macau (MIF), por sinal a 19ª que teve decorreu entre os dias 23 a 26 de Outubro corrente em Macau, na China.

A presente edição da MIF teve como tema “Cooperação – Chave para Oportunidades de Negócio” e  com o objectivo de promover a cooperação económica e comercial entre as empresas de Macau, e dos Países de Língua Portuguesa, no intuito de desenvolver o papel de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial, bem como intercâmbio entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Em entrevista ao MMO, o presidente da CCJM, Baraka  Mulémbwe, disse que  foi bom participar da Feira, pois o  primeiro objectivo era trocar experiências com o governo de Macau e acima de tudo mostrar a força dos jovens moçambicanos na área de empresariado  no país.

“Felizmente conseguimos ir seis membros da Câmara nomeadamente  presidente da câmara, vice-presidente, Secretária Geral, presidente da mesa de assembleia, bem como dois membros. E para nós foi uma vitória uma vez que representamos Moçambique neste evento de grande envergadura”, explicou.

Segundo Mulémbwe,  os resultados obtidos são positivos tanto que já  começaram a trabalhar no sentido de pôr em prática todas as experiências colhidas na feira.

“Durante a nossa estadia fizemos várias parcerias nomeadamente com o governo de Xanzani, para passar a exportar alguns produtos para eles, como por exemplo, castanha de Cajú, firmamos igualmente com a DCH, uma empresa que trata da logística em termo de alimentos e é uma das maiores indústrias na área de montagem de calçados, e na área da agropecuária”, explicou.

Mulémbwe assegurou que neste momento “estamos a trabalhar nas parcerias criadas e nos reestruturamos melhor para receber mais membros”.

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Assinatura do memorando cooperação entre CCJM e AJEPC com testemunho do director geral do CPI

Por sua vez, o vice-presidente da Câmara, Otávio Magaia explicou que  feira foi uma exposição repleta de diversidade, oferecendo oportunidades para investimento e comércio aos empresários que participaram.

“Para nós foi uma experiência positiva porque estando lá foi o primeiro que conseguimos dar e assinamos acordos com o Governo da China para no futuro termos benefícios de algumas actividades no ramo de negócios”, referiu.

 De acordo com Magaia, neste momento estão a   procurar usar a experiência que obtiveram através da AJEPC que é uma Associação de Jovens Empresários de Portugal-China e já estão no mercado há  mais cinco anos  como forma de entender melhor a área empresarial.

Para o Director da Lary Bird  e membro da CCJM , Osvaldo Andrade  a feira é um dos vários eventos comerciais internacionais realizados anualmente em Macau e  tem ajudado, também, as PMEs locais, assim como as empresas nacionais e estrangeiras, a obterem mais oportunidades de negócio.

 Andrade referiu ainda que sendo a CCJM é uma instituição criada por jovens empresários ganharam consciência de que não existe um organismo aglutinador e por isso firmaram um acordo de cooperação com a AJEPC  que tem como objectivo cooperar, ter acesso às oportunidades de negócio.

“Foi neste processo que participamos através da plataforma da AJEPC na MIF, que é uma feira realizada anualmente  e nós não hesitamos apesar dos custos terem sido elevados para a nossa realidade, mas fomos representar a juventude empresarial moçambicana”, disse.

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 Para Andrade, a partir dos acordos assinados a CCJM terá as mesmas oportunidades de negócios que a AJEPC já tem. E por via disso pode-se dialogar com grandes actores do Comercio Internacional, pois a China é um país que interage com muitos outros de língua portuguesa como Moçambique e perceber essa dinâmica.

“Fomos com uma visão aberta dos interesses económicos de Moçambique e há uma grande necessidade de importação de produtos alimentares, tais como castanha de caju, fruta, mariscos e que quase que nenhuma empresa explora essas áreas. É por isso que vimos com essas experiências para alavancar os actores que trabalham nessas áreas por via da CCJM e permitir que esses produtos sejam exportados”, asseverou.

Adiante, Andrade disse que a partir daquela viagem pode-se perceber como é que  a Associação de Jovens de Portugal funciona e ela interage com os jovens empresários da China.

“O trabalho que temos neste momento é reestruturar o trabalho para a posterior actuação e a partir  dai abrir mais portas para mais empresários moçambicanos”, referiu.

De referir que a Câmara do Comércio Juvenil está focada a juventude  e participam jovem empresários dos 18 a 40 anos de idade como forma de enquadrar com  a realidade moçambicana.