Iniciou esta quinta-feira (02), na capital do país, a implementação do projecto Bus Rapid Transit (BRT) ou simplesmente Corredor Exclusivo para Transporte, inserido no âmbito da elaboração do Plano Director de Mobilidade de Transportes a nível da área metropolitana de Maputo.

A primeira fase que iniciou tem a conclusão prevista para Agosto de 2015 e encontra-se inserida no âmbito do projecto de engenharia que passa necessariamente por um trabalho de pesquisa na via pública e dos trabalhos do estudo ambiental que estão a ser realizados.

Com o início das obras previsto para o segundo semestre do próximo ano, a operacionalização do BRT está garantida para os finais de 2017, segundo avançou João Matlombe, vereador do pelouro dos transportes no Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM).

“A nossa previsão é que as pessoas comecem a beneficiar-se do funcionamento do sistema em princípio até finais de 2017.”

Avaliada em 225 milhões de dólares norte-americanos, a Linha Um do projecto conta com uma extensão de cerca de 17 quilómetros e irá percorrer cinco avenidas da capital do país, nomeadamente Eduardo Mondlane, Julius Nyerere, Guerra Popular, FPLM e Acordos de Lusaka.

O projecto tem 20 estações (paragens) caracterizadas por terem uma plataforma elevada e nivelada com a porta dos autocarros, permitindo o embarque e desembarque dos passageiros com maior velocidade.

No que tange as terminais, Matlombe explicou que serão construídas duas, e requalificadas outras duas que abrigarão um total de 72 autocarros com capacidade para 160 passageiros.

“Do ponto de vista prático estamos a falar da requalificação na zona do Museu onde vamos instalar a terminal, da alteração na zona da Praça dos Trabalhadores, também vamos ter uma terminal para poder acomodar o modelo de infra-estruturas que vai ser integrado. Estamos a falar, também da instalação de mais duas terminais, uma na Praça dos Combatentes, que vai ser exclusivamente do projecto BRT, e uma terminal, com a estação de serviços e área de recolha dos autocarros, na Praça da Juventude, em Magoanine.”

A nova realidade irá resolver, segundo a fonte, um problema que os transportes semi-colectivos não conseguem, minimizando até certo ponto a duração da viagem de cerca de duas horas para 25 a 40 minutos, dependendo da carreira (expresso ou normal).

Matlombe garantiu que a introdução do novo modelo de transporte não trará nenhuma modificação no que tange a estrutura tarifária.

“Nós fizemos o modelo financeiro do projecto, isso permite implementar o projecto dentro dos custos actuais da tarifa mediante o mecanismo estruturado do subsídio que obviamente passa pelo modelo actual que o Estado tem subsidiado sem encarecer aquilo que é o custo real que o passageiro tem para apanhar o transporte público ou semi-colectivo”, finalizou o vereador.

Concluído o projecto, os transportes semi-colectivos de passageiros vulgo chapas 100 passarão a ser alimentadores do BRT, ou seja, deixarão de levar passageiros à cidade de Maputo nas rotas abrangidas pelo novo modelo, nomeadamente Magoanine/Museu (serviço expresso), Magoanine/P.Trabalhadores (serviço expresso), Magoanine/P.Trabalhadores (serviço normal), P.Combatentes/Museu (serviço normal).