Com um total de 57 por cento dos votos, Filipe Jacinto Nyusi foi declarado o grande vencedor das eleições presidenciais, seguido por Afonso Dhlakama, que amealhou 37 por cento dos votos e Daviz Simango que não foi além dos 6% das intenções de votação.

Num pleito eleitoral marcado pelo elevado número de abstenções, onde a Frelimo é também o vencedor, com maioria absoluta das eleições legislativas, com 56 por cento da confiança do povo, sendo que a Renamo conseguiu, deste eleitorado, 32 por cento e o MDM ficou com apenas 8 por cento.

Segundo os resultados publicados pela Comissão Nacional de Eleições, a Frelimo conquista 144 assentos no parlamento, enquanto a Renamo consegue 89 contra 17 assentos do MDM, num total de 250.

A nível das Assembleias Provinciais, a Frelimo conquistou 485 mandatos, um número retumbante perante os 295 mandatos conquistados pela Renamo e os 31, pelo MDM. Refira-se que o MDM não elegeu, nas províncias de Manica, Inhambane e Gaza, nenhum deputado, sendo que nesta última, a Frelimo conquistou todos os 14 mandatos disponíveis.

No círculo eleitoral de África, com apenas um mandato em disputa, o partido dos camaradas foi o grande vencedor, cenário que se repete em relação ao círculo eleitoral da Europa e resto do mundo.

De salientar que estes resultados aguardam ainda a validação e proclamação do Conselho Constitucional.