O Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, visitou na manhã desta quarta-feira (29), o Aeroporto Internacional de Maputo para inspeccionar, pessoalmente, os serviços de rastreio e diagnóstico de ébola, protagonizados naquela instituição.

Na passagem, Alexandre Manguele, que fazia-se acompanhar pelo representante da Organização Mundial da Saúde, Ambrósio Disandidi, declarou que o diagnóstico submetido aos passageiros decorre sem constrangimentos, tudo por causa da fluente informação disseminada pelas autoridades de controlo.

“Temos as unidades da saúde, a polícia, os serviços de migração e as alfândegas a funcionarem como uma equipa única e isto reforça a acção desencadeada nesse sentido. No início havia algumas barreiras, porque os passageiros tinham receio, mas hoje sabem que fazemos tudo para o bem de todos”, disse o Ministro da Saúde.

Alexandre Manguele referiu, igualmente, que Moçambique não registou nenhum caso de ébola, até então e chamou a atenção para a responsabilidade de todos na prevenção da entrada deste mal no país.

“Desejamos que isto nunca aconteça. Para tal é necessário reforçar as medidas de segurança e se todos dermos o nosso contributo, cuidando da higiene pessoal, familiar e da comunidade, estaremos a reduzir os riscos de contaminação, pois o vírus do ébola, assim como o da cólera, não resiste à água e ao sabão”, disse.

Por sua vez, Ambrósio Disandidi destacou que a vigilância não é somente um assunto do governo ou das autoridades, mas também de todas as pessoas.

“Cada passageiro que apresenta temperaturas elevadas deve ser seguido e submetido a exames médicos. Nós, a comunidade, não devemos ficar alheios a este controle. Se virmos algum familiar, amigo ou vizinho a apresentar sintomas, devemos levá-lo ao posto de saúde ou informar as unidades sanitárias, pois apenas um caso registado, é considerado uma epidemia”, advertiu o representante da OMS.

Ambrósio Disandidi garantiu ainda que, apesar de não haver risco a 0%, a saúde dos funcionários que operam o rastreio não está comprometida, porque tudo quanto se está a fazer é recomendado pela OMS.

Refira-se que os serviços de rastreio e diagnóstico, em Moçambique, estão a ser processados em todos os aeroportos internacionais, fronteiras e outros lugares por que entram pessoas no país.