Início Destaque Violência e intolerância política ofuscam a festa da campanha

Violência e intolerância política ofuscam a festa da campanha

O Presidente da República, Armando Guebuza, e outras personalidades políticas, manifestaram o seu descontentamento, contra os confrontos directos e físicos protagonizados nos últimos dias, por alguns simpatizantes ou militantes dos partidos políticos envolvidos na caça ao voto, que já vai no seu 27º dia.

Nas duas primeiras semanas do inicio da campanha, tudo previa-se que, a festa da democracia, decorre-se de uma forma ordeira e pacifica, onde até, caravanas de diferentes partidos, ora, da oposição entre o governo e vice-versa, cruzavam-se e cumprimentavam-se, feito, a verdadeira unidade nacional.

Enfim, de noite para o dia, as coisas mudaram, entretanto, nos últimos dias, sobretudo esta semana em curso, preste a terminar, ficou marcada, com escaramuças, entre partidos, onde até, notabilizou-se, um clima de conflito e intolerância política entre os partidos.

Indo ao rubro, na semana passada, diferentes órgãos de informação da praça, publicaram situações, sendo que, o primeiro maior caso, registou-se na província de Manica, centro do país, onde houve um cruzamento de caravanas eleitorais da Renamo e Frelimo, que culminou com escaramuças.

E nesta semana, ficou marcado como o pior momento da campanha, no âmbito de violência entre simpatizantes dos partidos, que encontram-se neste momento, pedindo voto ao eleitorado.

Trata-se do caso, que aconteceu na província de Gaza, nos municípios de Macia e Chókwè, sul de Moçambique, em que terminou em paulada também, onde simpatizantes da Frelimo e do MDM, mediram forças, através da violência e agressão física.

Sobre o último caso, o Presidente da República, Armando Guebuza, repudiou ontem (25), a violência que está a marcar a campanha eleitoral, conhecida como, festa da democracia. “Quero aproveitar este momento para apelar a todos que participam nesta campanha para compreenderem que esta é uma luta entre irmãos e em festa”, repudiou.

Para o dirigente máximo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Abdul Carimo, trata-se de um acto vergonhoso, “é importante que as lideranças dos partidos políticos façam um compromisso público para que situações desta natureza não voltem a acontecer. Se possível, até pedir desculpas públicas por tudo o que tem estado a acontecer de mal, isso ajudaria os seus militantes a não optarem por actos tão vergonhosos quanto esses que temos visto”, aconselhou.

Carimo, apelou também aos líderes dos partidos políticos para que saiam a público e fazerem apelos aos cidadãos, não apenas para os seus membros e simpatizantes, mas para todos os cidadãos, para que não enveredem pela violência.

E para o bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Tomás Timbane, a polícia deve tomar medidas contra todos os protagonistas dos confrontos e os responsabilizar.

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