Em Moçambique anualmente, há em média 750 mil moçambicanos afectados pelas calamidades naturais estimando-se em 25 milhões de dólares americanos.
A informação foi revelada ontem pelo Encarregado dos Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América, Mark Cassayre durante a cerimónia que decorre em Maputo sobre o Exercício de Simulação de Prontidão e Resposta às Calamidades.
Segundo Mark Cassayre Moçambique foi atingido por 75 calamidades nos últimos 30 anos, sendo que actualmente afectam, de forma directa, cerca de 750 mil cidadãos a cada 12 meses.
Para Cassayre o plano que vem sendo elaborado nos últimos quatro anos, representa o fruto do esforço de colaboração entre os dois governos para o reforço de prevenção de catástrofes no país.
“Comemoramos os esforços que culminaram com estes dois planos importantes que irão salvar vidas. Estes planos brotaram dos esforços duma ampla e inclusiva representação de Moçambique em vários exercícios realizados em Gana, Togo, Nigéria, e numa Conferência Regional de 15 países de Validação da Resposta Nacional à Pandemias, em Agosto de 2012”, asseverou.
O Encarregado da Embaixada dos EUA referiu ainda que os esforços desta semana vão criar uma oportunidade para que os líderes civis e militares de alto e médio níveis aumentem os seus conhecimentos de gestão de calamidades, prontidão para uma pandemia e melhorar a coordenação da resposta civil-militar.
“Todos os ministérios e os indivíduos que participaram devem orgulhar-se das realizações desses planos. No decurso desses esforços, estabelecemos e reforçamos importantes relações que ligam os ministérios-chave e pessoas, e que devem proporcionar uma base sólida para respostas rápidas e colaborativas em casos de uma calamidade”, concluiu.
Por seu turno o Director do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), João Ribeiro disse que a sua instituição elaborou, com apoio do Comando do Exército dos EUA para África (AFRICOM), o Plano Nacional de Prontidão e Resposta contra a gripe pandémica em Moçambique, um dos documentos a ser analisado durante o encontro que decorre na cidade de Maputo até a próxima sexta-feira.
Ribeiro considerou o documento uma forma de dotar a sua instituição de melhores capacidades de respostas em caso de ocorrência de desastres múltiplos e de prevenção contra aqueles fenómenos.















