O Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA) vai financiar ainda este ano um projecto de agro-acampamento onde estudantes recém-formados vão desenvolver actividades agrárias com assistência técnica de instituições ligadas ao sector.

A iniciativa foi proposta pela Agência de Desenvolvimento e Empreendedorismo (ADE) como uma das soluções para reduzir o desemprego juvenil em Moçambique, através da promoção do auto-emprego.

O projecto, que será uma oportunidade para os jovens aliarem experiências e conhecimentos teóricos à actividade prática, foi apresentado na semana em Maputo, numa cerimónia que juntou, além dos seus mentores, representantes da entidade financiadora, o FDA, com testemunho do Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Daniel Clemente.

Brasílio Salvador, chefe do departamento da Pecuária no FDA, garantiu que a sua instituição vai adquirir equipamentos como tractores e viaturas, apoiar na montagem de casas de acampamento para o alojamento dos jovens, e na provisão de outros materiais necessários para a materialização do projecto.

Relativamente ao crédito, a fonte disse que ainda não está nada estruturado porque o montante para todo o projecto é muito elevado. No entanto, assegurou que tudo está a ser feito para que esta preocupação seja respondida.

Apurámos que o projecto de agro-acampamento inclui estágio para jovens recém-formados, visto como mais uma oportunidade de aprendizagem e compreensão de todo o processo de produção de comida.

“O FDA foi contactado pela Agência de Desenvolvimento e Empreendedorismo apresentando o projecto de agro-acampamento. Apreciámos o programa e achámos a ideia excelente. A nossa preocupação como Ministério da Agricultura é incluir jovens na actividade de desenvolvimento agrário, por isso temos motivos para financiar”, disse Brasílio Salvador.

Para o director executivo da ADE, Policarpo Tamele, a agricultura assume um papel fundamental no desenvolvimento do país, porque emprega cerca de 80 por cento da população moçambicana.

“Temos verificado um aumento da taxa de desemprego envolvendo até jovens recém-formados, por isso decidimos promover esta iniciativa como nossa contribuição na busca de soluções, neste caso de incentivos ao auto-emprego e empreendedorismo”, destacou Tamele.

Acrescentou que o desemprego é um problema sério em Moçambique, e os jovens são o grupo social que mais se ressente disso.

O projecto foi lançado no decurso da segunda mesa-redonda que juntou cerca de 50 pessoas, representando o Ministério da Agricultura, a Universidade Eduardo Mondlane, instituições públicas e privadas, sociedade civil, estudantes e jovens envolvidos na implementação de projectos de geração de emprego.