Alunos da 12ª classe das escolas secundárias de Xai-Xai, Tavene, Inhamissa, na cidade de Chókwè, e da Escola Secundária de Chókwè, tudo na província de Gaza, recusaram na tarde da última segunda-feira a participar nos terceiros exames de “recorrência”, também conhecidos como sendo da 3ª época (chamada), provocando uma confusão, segundo deram a conhecer fontes daquela escola. Na sequência da greve, os exames não foram realizados, tendo sido adiados “sine die”.

“É uma autêntica confusão que se instalou. Os alunos estão a negar serem submetidos a esses exames”, descreveram ao Canalmoz várias fontes secundadas por fonte da Polícia em Gaza.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) a nível da província de Gaza, segundo deu a conhecer o seu porta-voz, Jeremias Langa, chamada para as cinco escolas e na circunstância devido à densidade da fúria dos manifestantes foi forçada a lançar gás lacrimogéneo contra os estudantes protestantes.

Não foram avançadas as razões concretas que levaram os alunos a boicotarem a sua participação nos exames, mas o Canalmoz soube que quase todos os alunos daquela escola praticamente foram obrigados a irem a uma 3ª chamada.

Ainda segundo apurámos, os alunos protestam o facto de terem sido empurrados para a 3ª época, depois que uma alegada fraude foi detectada nos anteriores exames da 2.ͣ época, que muitos dizem que não estavam envolvidos na fraude.

Contudo a PRM diz que os alunos reivindicavam para não fazerem os exames especiais, alegando que nem todos estiveram envolvidos na fraude da 2.ͣ época de 2013.
Segundo Jeremias Langa, a situação está neste momento controlada, mas os exames não chegaram a ser realizados.

Na província de Gaza, as provas referentes aos exames da segunda época da 10.ª e 12.ª classes foram anuladas em cinco distritos, nomeadamente Bilene, Chibuto, Chókwè, cidade de Xai-Xai e distrito de Xai-Xai, na sequência de uma alegada fraude académica detectada entre os examinandos em todas as disciplinas.

A descoberta da fraude aconteceu durante o processo de realização das provas, realizadas entre os dias 2 e 6 de Dezembro tendo sido marcada novamente para este mês de Janeiro as escolas dos distritos onde a fraude foi detectada.

Na ocasião, as autoridades através do Ministério da Educação, acusaram os discentes alegando que “grande parte dos alunos que realizaram exames da 2.ª época nos cinco distritos tinha respostas certas nos respectivos telemóveis facultadas via mensagens (SMS) por alguns professores e outros indivíduos falsificadores”.

Num contacto telefónico que o Canalmoz fez visando buscar esclarecimentos junto da Direcção da Escola Secundária de Xai-Xai, uma fonte da secretaria da escola que não quis se identificar disse que tanto o director como o pedagógico se encontravam numa reunião de emergência, sem no entanto avançar a sua agenda.

Até esta terça-feira, continuávamos a aguardar que a direcção nos contactasse que havia prometido à mesma funcionária, o que não aconteceu. O assunto continua na ordem do dia, enquanto o Canalmoz mantém-se em aberto para ouvir a explicação da direcção da Escola Secundária de Xai-Xai, sobre as razões que levaram os alunos a boicotarem os exames e os passos subsequentes.