Destaque Professores de Mandlakazi denunciam salários em atraso desde 2023

Professores de Mandlakazi denunciam salários em atraso desde 2023

Mais de trinta professores do distrito de Mandlakazi denunciam um bloqueio salarial que se arrasta desde 2023, gerando preocupação e insatisfação. 

O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) classifica a situação como uma grave negligência, evidenciando a falta de transparência na gestão pública.

Nas salas de aula da província de Gaza, uma realidade de precariedade financeira afecta muitos profissionais de educação. Segundo o CDD, um grupo de mais de 30 professores do ensino básico e secundário reclama o pagamento dos salários referentes aos meses de Agosto e Setembro de 2023, uma dívida que o Estado moçambicano ainda não liquidou.

Este problema de irregularidade começou logo após a contratação dos docentes. Embora tenham iniciado funções em Maio de 2023, o primeiro pagamento foi processado apenas em Setembro, cobrindo apenas o trimestre inicial. Os salários dos meses subsequentes ficaram pendentes, e, apesar dos valores de Outubro a Dezembro terem sido pagos, a dívida referente ao final do verão de 2023 permanece por resolver.

As autoridades chegaram a estabelecer Abril de 2024 como o prazo limite para a regularização desta dívida. Contudo, esse prazo expirou sem que os salários chegassem às contas bancárias dos docentes, levando as suas famílias a uma situação de incerteza económica prolongada.

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O processo parece ter enredado-se num labirinto burocrático entre os serviços distritais e a capital. Após a intervenção do CDD, foi apurado que o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Mandlakazi foi instruído a refazer a documentação para submetê-la às Finanças. Em Outubro do ano passado, a Direcção Provincial informou os interessados de que o processo tinha sido enviado para Maputo. Desde então, a falta de respostas tem sido a única constante.

Os docentes lamentam a sucessiva quebra de promessas e a dificuldade em obter audiências junto das direcções competentes, levantando sérias dúvidas sobre a transparência na gestão dos contractos de trabalho. A lista de instituições afectadas é extensa, incluindo a Secundária de Mandlakazi, a Secundária Samora Machel e várias escolas básicas, como Machulane, Chibondzane e Muzamane. Em todas elas, o sentimento de desânimo é palpável diante da falta de responsabilidade do Estado como entidade empregadora.

O CDD reitera que a gestão dos recursos humanos no setor da educação apresenta falhas graves e compromete-se a monitorizar a situação até que a justiça salarial seja restabelecida.

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