Sociedade Vietnamitas podem perder dez mil hectares de terra em Nampula

Vietnamitas podem perder dez mil hectares de terra em Nampula

Mais de 10 mil hectares de terra arável que se destinavam a ser concessionados ao projecto vietnamita de fomento da cultura de caju, no distrito de Mogovolas , em Nampula, poderão ser entregues as comunidades para a prática de actividade agrícola face ao estado ocioso em que a que está votada tal área, em virtude do fracasso do empreendimento.

Alberto Namahala, administrador de Mogovolas, disse ao “Notícias”, que, desde a altura em que os vietnamitas visitaram o distrito, em princípios do ano, não existe nenhuma informação oficial que mostre perspectivas da execução do empreendimento, pelo menos a curto e médio prazos.

“Não sabemos nada dos empresários vietnamitas”-disse Namahala.

De referir que em Fevereiro do ano em curso, um grupo de empresários da província vietnamita de Binh Phuoc, chefiados pelo respectivo comité popular provincial, visitou durante cinco dias a província de Nampula, em missão de exploração das oportunidades de investimento nos sector de agro-processamento de caju e madeira.

Depois de visitar os distritos de Mogovolas, Ribáuè e Meconta, o governo de Nampula e os vietnamitas assinaram uma acta para a formalização da intenção da implementação do acordo de reforço de encontros regulares de manifestação de interesse de cooperação entre as partes.

Na mesma acta, o executivo de Nampula comprometeu-se em colocar à disposição do comité popular da província de Binh Phuoc e os seus investidores, as políticas e a legislação sobre os investimentos estrangeiros em Moçambique, dados sobre as condições agro-climáticas, socioeconómicos, endémicas e preços do mercado, informação sobre recursos humanos para implementação dos programas.

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Em termos de terra, Nampula prometeu conceder aos vietnamitas 10,30 mil hectares de terra para o plantio de cajueiros, estabelecimento de uma fábrica de processamento de castanha de caju, tudo no distrito de Mogovolas, para além de fornecimento de mudas.

Para a cultura de mandioca, cujo projecto seria implementado no distrito de Ribáuè, o Executivo liderado na altura por Felismino Tocoli, terá de assegurado a concessão de outros 20 mil hectares de terra para a produção daquele tubérculo, emissão de DUAT e entrega de variedades melhoradas e tolerantes às doenças da região.

No sector de florestas, no distrito de Meconta, o Executivo provincial deveria entregar aos vietnamitas uma licença em regime de concessão, para abate de florestas e instalação de indústrias de processamento da madeira.

Por seu lado, o comité popular da província de Binh Phuoc, teria a responsabilidade de orientar as entidades ligadas ao sector de Ciência e Tecnologia do seu país, da necessidade de partilha de trabalhos de investigação técnico-científica,nas culturas de cajueiros e mandioca, para além do compromisso de mobilizar investidores para as áreas de produção e processamento de caju, mandioca e madeira.

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