A Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA) diz que já investiu cerca de 20 milhões de dólares em Moçambique em diversas áreas ligadas com o desenvolvimento da agricultura no país.

Criada em 2006 com a visão de que África pode ser auto-suficiente e alimentar o mundo, a AGRA funciona em 16 países do continente, incluindo Moçambique, com projectos nas áreas de formação, extensão agrária e saúde de solos, acesso ao mercado, e desenvolvimento de políticas.

Falando hoje a jornalistas, o representante da AGRA em Moçambique, Richard Mwanza, disse que a sua organização já financiou 43 projectos no país, desde que iniciou as suas actividades localmente em 2007. Esses projectos cobrem todas as áreas de intervenção da organização.

“Desde que iniciamos, já investimos 20 milhões de dólares nesses programas, o que corresponde a aproximadamente cinco milhões por ano”, disse ele, anotando que “esses 43 projectos em todos esses programas de que falei, mercados, sementes, saúde de solos e políticas”.

Segundo a fonte, nas suas intervenções, a AGRA trabalha em parceria com governo, sector privado, sociedade civil, outras organizações não-governamentais bem como com organizações de camponeses. Além disso, a AGRA também trabalha com algumas organizações internacionais, como é o caso da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD).

A AGRA foi fundada em 2006 através duma parceria entre a Fundação Rockfeller e a Fundação Bill e Melinda Gates, contudo, hoje, a organização também recebe fundos de diversos outras parcerias, incluindo governos, agências e instituições internacionais.

O plano da AGRA é de reduzir em metade a insegurança alimentar em pelo menos 20 países; duplicar rendimentos de 20 milhões de famílias de agricultores de pequena escala; e colocar pelo menos 15 países no caminho de alcançar e sustentar a revolução verde.

Refira-se que, apesar do crescimento económico que registado pela África na última década, parte considerável da população do continente ainda enfrenta séries limitações de comida. Estimativas indicam que cerca de 388 milhões de africanos vivem na extrema pobreza e 239 milhões sofrem de desnutrição crónica.