O Tribunal Judicial da Província de Maputo solicitou ao Banco Comercial e de Investimentos (BCI), bem como as empresas Vale e Rito Tinto na cidade de Tete, informações que possam ajudar a clarificar os depoimentos prestados semana passada por um dos quatro réus acusados de rapto do proprietário da INCOPAL.

A pedido do Ministério Público, na pessoa da procuradora Glória Adamo, a juíza do caso, Berta Salomé Zita, solicitou as três instituições para que forneçam o mais rápido possível informações sobre o período em que o réu Inácio Mirasse trabalhou nelas, visto que em sede de julgamento, ele terá dito que não participou no sequestro do empresário porque estava em Tete a trabalhar nas referidas empresas. Do BCI, o tribunal solicitou o envio do correspondente extracto de conta para provar se ele chegou ou não a auferir salário, isto no intervalo de Dezembro de 2011 a Abril de 2012, conforme Mirasse disse no interrogatório.

No despacho de acusação do Ministério Público consta que Inácio Mirasse teria dito que a arma de fogo do tipo pistola usada pelo grupo para render a vítima era do seu tio Arlindo Timane. Para clarificar esta questão a juíza do caso tratou de mostrar o engenho ao réu para ver se o reconhecia ou não.

Para além de não reconhecer a arma, Mirasse negou que nalgum momento tenha dito que a arma era do seu tio, uma vez que, segundo ele, nunca participou em nenhum caso de sequestro. O réu Manoa Valoi, também negou qualquer ligação a esta arma.

Entretanto, para amanhã o tribunal agendou a audição de mais quatro declarantes que se espera venham a dar algum contributo que possa ajudar a esclarecer o caso. Na quinta-feira, um dos dias mais aguardados deste julgamento, será a vez de ser ouvida a vítima. Inbrahim Gani deverá contar como é que foi sequestrado.

Das audições consta ainda uma requerida pelo Ministério Público. Neste caso, irá comparecer no tribunal e na condição de declarante, Luís Carlos Manuel da Silva. Este indivíduo está neste momento detido numa das cadeiras da cidade e a responder no processo com o número 127/13/PGR.