Sociedade Para ajudar nas buscas da esposa: Altário promete contratar detective

Para ajudar nas buscas da esposa: Altário promete contratar detective


O compromisso foi assumido no domingo, numa reunião com familiares e amigos da Atelísia desaparecida há 15 meses, para ouvir explicações sobre o paradeiro da jovem. Inconformada com o que se está a passar, a família da Atelísia exigiu de Altário, que se fazia acompanhar pelos seus parentes, provas de que este estaria interessado na localização da sua esposa. Depois de muita insistência, ele prometeu encetar diligências na Alemanha para contratar um detective particular a fim de ajudar as polícias alemã e moçambicana nas buscas.

“Agora esperamos para ver o que vai acontecer. Não estamos nada satisfeitos. Aguardamos pela concretização da promessa de contratação de um detective particular. O que nós queremos e por mais que a verdade nos venha a doer, é que ele nos diga se a nossa filha está morta ou num cativeiro em Berlim. Isso é que nos importa”, disse Ismael Jagá, falando em nome da família.

A família da Atelísia ficou com as expectativas defraudadas, pois Altário não disse o que todos esperavam ouvir: o paradeiro da jovem ou o que terá acontecido com ela para se manter um ano e meio em silêncio.
Na ocasião, Altário Nhacuongue voltou a negar, como o fez durante os interrogatórios na Polícia de Investigação Criminal (PIC), ter qualquer informação sobre o paradeiro da esposa. Disse não fazer a mínima ideia do que terá acontecido com a jovem.

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“O que posso explicar é que fui ao serviço e quando regressei ela já não se encontrava em casa. Achei falta de uma mala com roupa dela no quarto, situação que me levou a concluir que a Atelísia se tinha ido embora. Tentei ligar-lhe mas o celular estava desligado. Desde lá até aqui não mais soube nada do seu paradeiro”, apontou.

Mesmo com os familiares da esposa, sobretudo a mãe, Rabia Jagá, mergulhados em lágrimas à espera de ouvir dele algo mais elucidativo sobre o que se terá passado, Altário não mudou uma única palavra. Nem a situação constrangedora em que se encontrava o pai foi suficiente para arrancar do filho uma eventual explicação do que terá acontecido com a esposa.

Questionado sobre o porquê só depois de três dias comunicou à Polícia o desaparecimento da esposa, Altário respondeu que a primeira opção foi a procurar junto de pessoas amigas.

A família da esposa repudia a atitude do genro, visto que não foi à Polícia de forma voluntária, mas sim depois de notificado pelas autoridades, quando uma amiga da desaparecida apresentou a queixa à Polícia por estranhar a sua ausência prolongada.

Uma equipa de peritos da Polícia alemã está a caminho de Maputo para ouvir testemunhas das duas famílias, no prosseguimento dos trabalhos de investigação iniciadas na Alemanha.

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