Desta forma, dezenas de famílias, que dependiam das autópsias aos corpos dos seus ente queridos para tratar da documentação para os respectivos funerais, viram as suas intenções goradas na manhã de ontem, o que constituiu um embaraço.

A paralisação dos serviços ocorreu num dia em que se esperava que fossem autopsiados os corpos que deram entrada na morgue do HCM na sexta-feira, sábado, domingo e segunda-feira, um factor que concorreu para que a meio da manhã inúmeras pessoas se concentrassem no local.

Uma funcionária refutou a hipótese de greve, explicando que apenas houve problemas de macas de manhã, mas que logo depois o problema ficou resolvido.

Esta declaração contraria informações dadas telefonicamente ao nosso jornal por fonte familiar de um dos malogrados que disse ter ficado a saber de um trabalhador daquele serviço que se tratava de uma paralisação da actividade por falta de condições de trabalho, nomeadamente macas, e que não se sabia quando é que o trabalho seria retomado.

Hospital Central de Maputo: Demora nas autópsias transtorna famílias

Esta resposta dada aos utentes levou a que as pessoas acreditar que se tratasse de greve.

Em contacto com a nossa Reportagem, João Fumane, director-geral do Hospital Central de Maputo, disse que não se tratou de greve do pessoal afecto aos Serviços de Medicina Legal. “Houve sim uma falha logística entre a morgue do hospital e o Serviço de Medicina Legal. Há procedimentos médico-legais que devem ser cumpridos para retirar os corpos da morgue, sem os quais não se pode transladar os corpos para serem analisados”, disse aquele médico sénior.

O Serviço de Medicina Legal atende casos de mortes por violência, assassinatos, acidentes de viação, suspeitas de envenenamento, entre outras situações.