As autoridades governamentais locais e a empreiteira acusam-se mutuamente da falta de responsabilidade na operacionalização do contrato de adjudicação, facto que ditou o arranque tardio das obras que, neste momento, estão na ordem de 60 por cento de execução física.

A nossa Reportagem conversou com o encarregado da obra, João Cubassa, da construtora A.E.R, o qual atirou todas as culpas ao governo distrital de Namarrói que, conforme acusou, demorou na indicação da área onde o estabelecimento iria ser construído.

As obras, segundo ainda o seu encarregado, que deveriam ter iniciado em Maio do ano passado, só vieram arrancar em princípios de Agosto, com a previsão de que, este ano, os alunos do ensino secundário iniciariam o ano lectivo com um “bom presente” de 2013, nomeadamente uma escola daquele nível de material convencional.

No entanto, até ao momento nada disso aconteceu e os pais e encarregados de educação manifestam uma profunda preocupação e acusam de falta de honestidade das pessoas que deviam tomar decisões para que as coisas acontecessem como deviam ser.

Num comício recente orientado pelos membros do Conselho de Ministros, os cidadãos que intervieram pediram ao executivo para exercer uma forte pressão para, dentro de dois ou três meses, a empreiteira concluir as obras e entregar ao governo distrital para que as crianças estudem em condições melhores e com higiene.

Zambezia - Escola Secundária de Namarrói: Atraso das obras deixa 800 alunos ao relento

Na circunstância, o Ministro da Energia, Salvador Namburete, aconselhou ao empreiteiro para ser mais célere nos acabamentos para que, no inicio do segundo trimestre, os alunos estudem naquelas instalações em construção no Posto de Regone.

Com uma população estimada em mais de 60 mil habitantes, maioritariamente jovens em idade escolar, Regone ressente-te, igualmente, da falta de mobiliário escolar e professores em número suficiente, o que faz com que alguns docentes tenham um turno e meio.

Entretanto, parte dos 800 alunos estudam nas salas anexas da escola primária completa local. Em consequência, os que frequentavam aulas nas salas daquele estabelecimento de ensino foram “empurrados” para debaixo de árvores. Quando chove as aulas ficam interrompidas e o cumprimento dos planos programáticos fica comprometido, o que tem reflexos nos resultados dos exames escolares.

Agora que está a chover um pouco por toda a parte da província da Zambézia, as aulas ficam interrompidas e não há planos de recuperação. Professores e alunos sentem-se prejudicados mas não têm outro recurso.

André Vilanculos é um jovem professor e afirma que a interrupção consecutiva de aulas logo no inicio do ano está a trazer problemas sérios no cumprimento do plano do primeiro semestre e, alguns docentes, segundo o nosso entrevistado, já propuseram a recuperação de aulas aos sábados mas ainda não tiveram resposta dos Serviços Distritais de Educação Juventude Ciência e Tecnologia local.