Sociedade Aposta na qualidade e melhoria de imagem

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A percepção da má qualidade é extensiva às obras de engenharia, incluindo o sector de construção civil.
“Estamos cientes da existência de alguns problemas na nossa cooperação com África, onde os media e a população no geral estão preocupados com o problema da qualidade dos produtos chineses”, confessou o director-geral adjunto do Departamento para Assuntos Africanos e da Ásia Ocidental do Ministério do Comercio da China, Cao Jiachang.

“Por isso, estamos a trabalhar para melhorar a situação. Gostaria de enfatizar que somos muito exigentes no que diz respeito a qualidade dos nossos produtos de exportação”, acrescentou Cao, em recente entrevista a imprensa moçambicana em Beijing.

Refira-se que actualmente a China é o maior exportador do mundo inteiro, razão pela qual muitos analistas designam este gigante asiático de “fábrica do mundo”, com os Estados Unidos ocupando a segunda posição.

A oferta de preços altamente competitivos constitui um dos maiores atractivos dos produtos manufacturados na China e que estão na origem de muitas desavenças com as companhias rivais nos países ocidentais.

Moçambique é um exemplo da forte presença chinesa, principalmente no sector do comércio e infra-estruturas, onde se destaca a construção do novo Aeroporto Internacional de Maputo, Centro de Conferências Joaquim Chissano, Assembleia da República, estradas e pontes, edifícios do governo, entre outras.

Cao explica que as autoridades de Beijing não gostariam que a qualidade dos produtos chineses tenha uma influência negativa nos benefícios e qualidade de vida dos consumidores.

Para o efeito, o governo adoptou uma série de medidas ao nível dos serviços alfandegários e do controlo de qualidade. Por isso, disse o governante, “a qualidade dos produtos chineses está a melhorar”.

Segundo Cao, em muitos casos a fraca qualidade dos produtos de exportação deve-se a exigência dos importadores, que querem pagar um preço mínimo por um determinado produto cuja qualidade não é fiável.

Por isso, disse aquele dirigente, “não posso concordar com as acusações de que a exportação de produtos de baixa qualidade é uma política do governo chinês”.

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No caso das obras de construção civil, o governo chinês acredita que as novas infra-estruturas tais como estádios, centros de conferência, hospitais, escolas entre outras venham a melhorar a qualidade de vida dos africanos.

O governo também introduziu sistemas rigorosos de controlo de qualidade para os projectos na área de construção civil.

“Não posso dizer que podemos evitar a ocorrência de problemas, mas vamos fazer o melhor para ultrapassar estas dificuldades”, vincou.

Cao acredita que, de um modo geral, a China deu um grande contributo para o desenvolvimento de África.

Outro aspecto que preocupa alguns empresários em África é a presença de companhias chinesas, alegando que constituem uma ameaça para a sua quota de mercado e sobrevivência.

Cao discorda com esta percepção, e afirma: “gostaria dizer que a presença de empresários e companhias chinesas é uma necessidade dos mercados africanos”.

Ademais, as autoridades de Beijing fazem questão de exigir que as companhias e empresários daquele país asiático observem os requisitos legais do país anfitrião.

“Não devem apenas obedecer a legislação chinesa, mas também a do país anfitrião”, asseverou.

Beijing acredita que a presença de empresas e investidores chineses poderá resultar numa maior eficiência no país anfitrião “e não uma maior competição, através da melhoria da competitividade das pequenas empresas locais”.

As trocas comerciais entre Moçambique e a China atingiram mais de 1,1 biliões de dólares no período compreendido entre Janeiro a Outubro do corrente ano, uma cifra que corresponde a um aumento de 46 por cento comparativamente a igual período do ano passado.

Em 2011, o volume das trocas comerciais entre ambos os países atingiu quase um bilião de dólares, ou seja um aumento de cerca de 37 por cento comparativamente a 2010.

Nos últimos anos as trocas comerciais entre ambos os países cresceu muito rapidamente, registando um crescimento médio anual superior a 30 por cento.

Em Outubro do corrente ano, Moçambique assumiu a 23ª posição na lista dos maiores parceiros comerciais da China em África.

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